domingo, 18 de outubro de 2015

Supernatural | Review -10×14: The Executioner’s Song


Depois de férias inoportunas da NET aqui estou eu novamente para conversarmos um pouquinho sobre Supernatural. As circunstâncias me forçaram a ver os episódios 10×13 e 10×14 juntos a poucas horas atrás. É, a vida não está fácil pra ninguém. Dean que o diga. Depois de desistir da cura ele já deu de cara com Cain e seu ultimato de condenação eterna. Cain repassou sua famosa e temida Marca para Dean num momento decisivo para ambos. Dean precisava matar Abaddon e Cain precisava enfrentar os próprios demônios.
Pois bem. Depois de enfrentar o fantasma wifi (achei o filler terrível), Sam e Cas estavam tentando localizar Cain na esperança desesperada de que ele pudesse ter uma solução para o problema de Dean. Na verdade Cain fez-se encontrar. Eu gostei muito da trama de Cain ter sido desenvolvida dessa forma. Cain enlouqueceu no pensamento de que sua linhagem é toda amaldiçoada, composta de assassinos, psicopatas e pessoas predispostas. Resolveu dar fim aos seus descendentes (acho que ele estava apenas começando já que não chegou a sair dos EUA). Cain foi descoberto pelo trio e logo eles arquitetaram um plano para dar fim ao maluco genocida.
Supernatural.S10E14 II
Para que tudo desse certo eles precisaram da ajuda de Crowley. Nesse ponto fomos introduzidos no reino das trevas com o retrato de família mais fiel que já vi! Rsrs A mãe Rowena é manipuladora, chantagista, sem escrúpulos e o filho está ligado mas não consegue se livrar dos argumentos e artimanhas da bruxa. De Crowley Rowena quer, principalmente, a ajuda para se livrar do Grand Coven que deseja sua cabeça e faz de tudo para que ele a ajude. Mas o rolo mal resolvido com Dean falou mais alto e ele largou tudo para ajudar nos planos. Dean precisava da First Blade e Crowley a entregou sem cerimônias.
A hora do confronto chegou e fiquei decepcionada com o controle de Dean, mas foi só isso que me desagradou. Queria ver seu lado negro aflorar antes do fim de Cain (que foi mais rápido do que eu esperava). Cain também se mostrou decepcionado porque queria uma luta de igual pra igual. Dean se segurando para não ser dominado pelo combo (marca e lâmina), deixou a luta sofrida e quase ganha pra Cain. Depois de bater um bocado Cain aproveitou para alertar Dean o quanto ele era perigoso para os que amava. Bom, isso a gente já sabia, mas detalhar como ele mataria todos eles foi filosoficamente interessante. Saber, pelas palavras de Cain, que todas as ações previstas serão tomadas em plena consciência deixou Dean abalado, entristecido e exausto emocionalmente. A morte de Cain foi penosa pra Dean que não consegue mais esconder que está seriamente afetado com os acontecimentos.
Crowley saiu da batalha de mãos vazias e ego ferido, mais uma vez. Foi a ‘deixa’ para a mãe usar em favor dela mesma. Rowena conta com séculos de experiência fora o inegável poder que as mães exercem sobre os filhos. Jogar na cara de Crowley que sua postura é vergonhosa acertou o estômago em cheio do Rei do Inferno. Ser chamado e descartado pelos Winchesters virou rotina mas realmente pega muito mal pro figurão que quer ser respeitado como governante do Inferno. Rowena pegou pesado e Crowley parece ter despertado. Será que o temido e famigerado Crowley retornará? Vamos esperar.
Enfim, nada de cura. Concordo com o Carlinhos que diz que Dean deve aceitar a Marca, sua maldade, aprender a controlar e conviver. Seria a melhor alternativa na nossa visão, vamos aguardar para ver o que pensam os roteiristas. Aproveitando a oportunidade, agradeço imensamente pela review Carlinhos, e pela disponibilidade de me ajudar nos apertos da vida. Obrigada!
Eu gostei de The Executioner’s Song, e você? Deixe sua opinião e até dia 18/03 (uma pausa para organizarmos a vida já que tudo só se normaliza – por aqui no Brasil depois do carnaval rsrs)
Ps. Podem matar todo mundo menos o Cas! rsrs
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sábado, 17 de outubro de 2015

Supernatural | Review -10×12: About A Boy


Você me salvou e salvou a Tina, e deu uma de Dean Winchester.” – Sam
Quem diria que Dean Winchester se renderia aos encantos de Taylor Swift. O filler dessa semana não trouxe ninguém de volta, não apresentou um novo monstro, não deu esperança de que a Marca de Cain pode ser retirada nem como, mas mesmo assim conseguiu ser interessante. Depois de Oz, no episódio da semana passada, em About A Boy a trama desenvolveu outro conto infantil: a estória de João e Maria contra a bruxa dos doces. Parece até que estamos falando de Once Upon A Time mais uma vez mas não estranhe, é mesmo Supernatural e sua surpreendente criatividade.
Depois de ter quase matado a pobre da Charlie a porradas, Dean se trancou no Bunker numa busca frenética pela solução de seu problema. A Charlie o perdoou mas foi embora só o caco o que deixou Dean muito mal consigo mesmo. Então, claro que o Sam encontraria alguma bizarrice por aí para preencher mais um filler e encorpar a temporada afinal, estamos no meio do caminho. Foi assim que fomos introduzidos no mundo das abduções estranhas. Foi legal sermos conduzidos ao pensamento de um falso arrebatamento (esse assunto tá na moda) onde as pessoas desapareciam deixando as roupas e os sapatos para tras. Impossível não lembrar do filme Left Behind (horrível – minha opinião) que mostra uns arrebatamentos bem similares aos vistos no episódio.
Nesse ponto o plot tomou outra direção. Quem viu a promo já sabia que o Dean rejuvenesceria e que tudo seria trabalho de uma bruxa. Quem não viu entendeu rapidinho porque não houve enrolação e ficamos sabendo que a tal bruxa é a dona da casa dos doces do famoso conto dos irmãos Grimm – João e Maria. O interessante é que seu escravo e comparsa é justamente o João que, em algum momento do passado, comeu o coração da própria irmã e agora trabalha para a bruxa má e compartilha seu gosto por carne nova. Para satisfazer esse paladar exótico João rejuvenescia as pessoas que sequestrava com um saquinho de feitiço que ele carregava no pescoço. No meio da trama, bem conduzida por sinal, foi-nos apresentada uma mulher chamada Tina que também foi sequestrada e se tornou o objetivo de resgate dos irmãos Winchesters.
Supernatural
Cheio de piadinhas e frases cínicas, o texto das cenas em que o Dean adolescente interagia com Sam foi divertidíssimo e o ator-mirim escolhido deu conta do recado. Imagine aí que não é fácil substituir o Jensen sendo o Dean, um personagem tão icônico, idolatrado, tendo que carregar toda a carga emocional e os famosos trejeitos que nós conhecemos bem. Não fez feio e conseguimos ver o Dean apesar da semelhança física ser quase nenhuma!
No processo de rejuvenescimento Dean perdeu a Marca e o fato dela ter sumido deixou os irmãos numa sinuca de bico danada: deixar o Dean como um teen sem “controle sobre o corpo” ou trazê-lo de volta com a possibilidade da Marca de Cain retornar. Claro que nós sabemos que isso não podia acontecer (Jensen é dono de Supernaturalrsrs) e o Dean voltou ao normal salvando o dia e exterminando a dupla esquisita.
O plot foi simples mas eficiente mantendo o fã grudadinho na tela até o fim. Pelo menos foi isso que aconteceu comigo. Tudo voltou a ser como era e a Marca voltou para desespero do Dean. Fico pensando se isso vai se arrastar por todo o resto de temporada já que a próxima já foi confirmada. Os roteiristas podem estar conduzindo tudo em banho maria para explorar a trama principal na finale e deixar tudo pra temporada 11. Isso não é legal mas é um risco que corremos. Fico aqui repetindo: – Tomara que NÃO porque quero ver o Deanmon tocando o terror ainda nesta temporada.
About A Boy foi um filler mas entreteve pra caramba e acho que não fez feio. E você, o que acha? Deixe sua opinião
Quotes:
Um cara meio Scarface, uma luz brilhante. Logo depois, acordei parecendo o Bieber.”
Tinha uma música da Taylor Swift tocando no ônibus que eu peguei para o hotel e eu gostei, Sam. Gostei muito!”
Ps:
* A bruxa faminta veio atras da famigerada Rowena, mãe do Crowley. A ruiva aprontou alguma, o negócio ficou feio e ela fugiu do tal Gran Coven que agora está caçando-a. Aí tem coisa.
* O que foi Dean ouvindo Taylor Swift? Inacreditável! Coisa que eu nunca pensei de ver em Supernatural. Fazer o que né? “And the haters gonna hate, hate, hate.”
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Supernatural | Review -10×11: There’s No Place Like Home


“Bem, você tem uma coisa que ele não tinha. Você é um Winchester.” – Charlie
A promo de There’s No Place Like Home causou o maior frisson nos fãs deSupernatural por causa do retorno da nossa querida Charlie. Depois de ter se encantado com a Doroty e ter embarcado para o mundo encantado de Oz em busca de uma aventura desconhecida num episódio divudisíssimo, ficamos com aquela esperança de a vermos novamente num episódio digno de tamanho carisma. Parece que a repercussão negativa daquele estranho filler deu certo e os roteiristas trouxeram-na de volta num episódio bem mais legal.
Com a criatividade digna dos bons fillers da série, os roteiristas desenvolveram o retorno de Charlie a partir de uma guerra crucial no reino de Oz e a separação das personalidades da nerd ruiva. O lado mau ganhou um novo corpo deixando somente o lado bonzinho e entediado para que, sozinho, ganhasse a guerra instaurada em Oz. Vou ser tendenciosa (mais do que de costume) e dizer que amei a ideia de tirá-la de Oz, quebrar a chave e tornar aquele reino inacessível para o universo de Supernatural. Deixa esses contos paraOnce Upon A Time.
Supernatural.S10E11 II
Em busca de uma solução para a Marca de Cain, Sam encontra um vídeo que caiu na net. Esse vídeo mostra a Charlie empolgada torturando uma pessoa. O objetivo dela é encontrar quem causou o acidente que matou seus pais quando ela tinha 12 anos, então ela bate até conseguir o que quer – super badass. Sam e Dean caem de paraquedas na trama e dão de cara, primeiro com a má, depois com a boazinha que acaba explicando tudinho. No resumir da obra descobrimos que o mágico de Oz que ficou no reino não é quem todos julgam ser e sua personalidade também foi dividida. No fim ele se sacrifica para que seu lado ruim morra também e nossa querida Charlie volta a ser uma só desfrutando do equilíbrio entre o bem e o mau dentro de si mesma, mas não sem antes sentir na pele o descontrole do Dean.
Neste ponto preciso citar novamente os roteiristas e a competência em mesclar a trama principal com o plot da Charlie de forma tão eficiente. Dean está superconsciente e fazendo de tudo para se controlar enquanto não encontram uma forma de remover a Marca de Cain. Desde o programa de 12 passos (?) que envolve não beber e dormir bem até comer couve e ouvir fitas de autoajuda para controle de raiva, podemos ver o desejo dele de se livrar daquela coisa. Mas o interessante é que o sofrimento dele nos comove e nos diverte ao mesmo tempo. Exatamente da mesma forma funciona o plot da Charlie. Com uma trama sensível, somos transportados para dentro da dor de Celeste que perdeu os pais e foi vítima do injusto e sujo sistema judicial mas nos divertimos bastante com seu senso de humor sarcástico/cínico. As duas são ótimas e, depois da fusão, nos faz desejar ver o lado dark da Charlie mais vezes.
Supernatural.S10E11 III
Então, voltando ao descontrole de Dean, a Dark Charlie foi impedida de entrar na casa do Oz bonzinho a porradas. A pobre Good Charlie sentiu na pele a fúria de Dean e ficou só o bagaço. Confesso que senti um arrepio quando Dean quebrou o braço dela e pensei: ferrou, ele só vai parar quando ela estiver em coma! Mais um ato imperdoável pra ele carregar na consciência. Aí nem a couve resolveria rsrs. Mesmo o Sam interferindo na situação impedindo um estrago maior e a Charlie o perdoando Dean não consegue se perdoar e está entrando em parafuso por causa da carga de culpa que está carregando.
Não foi a melhor aparição da Charlie na série (o episódio 8×11: LARP And The Real Girlfoi épico) mas foi bem digna. Trouxe uma profundidade à personagem demonstrando a carga negativa que ela guarda dentro de si. Esse desenvolvimento que os roteiristas dão aos personagens secundários é um dos trunfos de Supernatural. Os mais carismáticos e interessantes são reaproveitados e mostram que nenhum deles é superficial mesmo que apareçam apenas por uns 5 ou 6 episódios em toda a série.
There’s No Place Like Home cumpriu seu papel e me deixou feliz em ver a Charlie numa nova roupagem. A Felicia Day é maravilhosa e mostrou toda sua versatilidade como atriz. Espero revê-la mas vezes na série, de preferência, num episódio que tenha o Cas, por favor!
Antes de finalizar preciso dizer que, depois desse episódio, tive a leve impressão que o Deanmon não volta ou, se voltar, não vai durar muito nem causar muitos estragos. Parece que vai ficar só nessa de Marca de Cain e sua influência (espero estar errada). Explico: O sofrimento de Dean é palpável e, se o demônio voltar, quando ele se for, Dean não vai ter psicológico para lidar com o que quer que aconteça. Depois de 10 anos de lutas, mortes, inferno, purgatório, perda do Sam, desilusão, alma negra e etc., nem 10 milhões de anos de terapia vão ajudar a reconstruir o psico dele. Pelo menos é o que os roteiristas estão deixando como impressão. Só acho um baboseira sem fim, como já falei, não gosto do draminha, não em Supernatural.
Enfim, eu gostei, e você? Deixe sua opinião e até o próximo episódio.
Quote:
*Devia ter adivinhado que Rocket e Groot me achariam.” – Dark Charlie
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Supernatural | Review -10×10: The Hunters Game


Depois da pausazinha da mid-season, Supernatural voltou exatamente com o mesmo tom deixado no último episódio antes do hiatus. A série chegou ao décimo episódio carregando a insatisfação de muitos fãs por ter aparentemente, eliminado o Deanmon logo no início da temporada. Depois do terceiro episódio foram exibidos alguns fillers com ar de embromation até vermos o tão ansiado cliffhanger na mid-season – a possibilidade do retorno de Dean demônio. The Hunters Game foi desenvolvido a partir deste tão esperando plot.
Para nossa alegria, o massacre feito por Dean causou um alarme geral e despertou nele próprio a urgência de se livrar da Marca de Cain antes que ela volte a transformá-lo novamente num demônio. A influência maligna da Marca está enegrecendo a alma de Dean o que o fez concordar com Sam e Cass em tomar medidas extremas. Esse plano trouxe de volta às nossas telinhas o famigerado Metatron. O ser celestial é tão asqueroso que é inevitável não esboçarmos a cara de asco ao vermos a criatura nojenta. Metraton era o escriba de Deus e, por deter imensurável conhecimento sobre tudo e todos, ele seria a única alternativa rápida e conhecida para ajudá-los nessa tentativa de retirar a Marca de Cain.
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O episódio também trouxe outros dois arcos sendo desenvolvidos paralelamente. Enquanto Cas lidava com a chatinha e desnecessária Claire, Crowley, nosso amado King Of Hell, sonhou, foi espionado e enganado por sua cativante mãe bruxa do mal Rowena, manipuladora e cínica. Metraton disse aos rapazes que o primeiro passo para se livrar da Marca era retomar a First Blade o que envolveu Crowley na estória. Rowena se desdobrou em mentiras, bajulações e até usou saquinhos enfeitiçados para deixar Crowley confuso e desconfiado de seus servos infernais. A bruxa má iniciou seu plano para acabar com a confiança e capacidade de liderança do rei e isso trará consequencias. Assim penso eu.
Falando em consequências, procurei olhar com esperança e boa vontade o plot da Claire pra ver se tinha alguma coisa interessante e que somasse com a trama mas, sinceramente, não consegui ver nada que prestasse. A aborrecente inconsequente armou pro Dean, se arrependeu, soltou uns NÃOs, e saiu a vagar pelo mundo a fora. Sinceramente: tomara que suma. Sua função foi só fazer o Cas voltar a se preocupar mais com os humanos e de promover o massacre fazendo Dean encarar de peito aberto que está com a alma bem bagunçada por causa da Marca. Só.
Supernatural.S10E10 V
Agora vamos falar do que mais nos deu prazer em ver neste episódio: a surra deliciosa que Dean deu em Metatron. Quem não adorou vê-lo apanhar? Mas o energúmeno, apesar da corsa, deixou claro que é mesmo osso duro de roer e não vai facilitar. Virou demônio de encruzilhada barganhando as informações valiosas do processo da retirada da Marca. Cas o devolveu pra prisão celestial mas, com certeza, ainda o veremos outras vezes durante o decorrer do restante da temporada.
Sinceramente, eu gostei de The Hunters Game. Depois da minha ligeira insatisfação com o episódio final da mid-season, esse foi bem legal trazendo o que a gente quer ver – o início do retorno de Deanmon, Crowley e seu divertido drama familiar e adeus ao pequeno mas boring plot da Claire. Que venham os fillers, afinal estamos falando deSupernatural, mas que os arcos interessantes ganhem a atenção merecida dos roteiristas, assim poderemos ver o Deanmon que não conseguimos enxergar nos três primeiros episódios da temporada.
Até a próxima pessoal. Deixe seu comentário.
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Supernatural | Review -10×09: The Things We Left Behind




Oi pessoal, bom estar escrevendo novamente sobre Supernatural depois dos imprevistos da semana passada mesmo que seja pra falar de um episódio que não foi lá grandes coisas. Antes de mais nada quero agradecer ao grande Carlinhos pela review do episódio passado, não me quebrou só um galho, derrubou uma sequoia! rsrs Muito Obrigada.
Chegamos ao mid-season e Supernatural nos entregou The Things Left Behind que misturou a estranha dor de consciência de Cass com os dois plots que nos interessam realmente: a Marca de Cain e o drama infernal familiar. A trama central do episódio girou em torno do desejo de Cass em ir atras da filha do Jimmy Novak para ajudá-la (em que?). A Hannah antes de ir fez aquele discurso de que os anjos deveriam ajudar e proteger a humanidade e que eles tinham se perdido em seu objetivo quando a batalha celestial explodiu. Cass lembrou que Jimmy tinha uma família e resolveu descobrir onde ela estava. Acho que mostrar a filha do Jimmy como uma aborrecente lotada de problemas, rebelde que vive de pequenos delitos foi bem clichê e, apesar do desenvolvimento e tudo se encaixar no final, não foi um ponto positivo. Penso que poderiam ter desenvolvido a volta massacrante da influência da Marca de Cain de uma outra forma.
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Dean anda lutando contra a dominação da Marca de Cain ao mesmo tempo que tenta esconder de Sam toda a angústia que vem sentindo. É claro que Sam está disposto a tudo para manter seu irmão longe da tentação de alimentar a Marca e, se Dean voltar para o lado negro da força, ele não terá coragem de tomar medidas drásticas. É por isso que Dean não se abre com o irmão mas, na primeira oportunidade que aparece, ele conta a Cass todo seu medo de voltar a ser demônio e pede, literalmente, a morte. Seu pedido é recebido com resignação por Cass que não dá muita atenção à gravidade da coisa até ver o que Dean é capaz de fazer. Ao se deparar sozinho com os agiotas, o estuprador e o aliciador de Claire, Dean chacina todos eles da forma mais sangrenta possível deixando Sam apavorado e Cass em estado de alerta.
O novo fôlego que a Marca recebeu nos deu a quase certeza de que veremos Dean demônio novamente. Até agora a remoção da Marca de Cain é impossível de acontecer sem comprometer outra pessoa para carregá-la e esse fato tem tirado de Dean a esperança de conseguir se livrar dela. A impressão que eu tenho é que ele se conformou com seu destino e está apenas adiando-o por causa de Sam e todo o esforço que fez para ter seu irmão de volta.
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Enquanto isso, lá nas profundezas, acompanhamos Crowley, ou melhor, Fergus e seu dilema com a mãe terrível que tem. Alguns chamam toda a ironia do Crowley de alívio cômico da série, eu chamo de essencial. O Mark Sheppard tem o dom de prender o fã apenas com o olhar e as expressões e quando ele recebe um bom texto, ninguém segura. Diga-se de passagem que ele sustentou a série durante algumas temporadas passadas com seu talento, quando os roteiristas deram férias ao cérebro. Agora imagine todo esse carisma em dose dupla. Em outros tempos nós jamais pensaríamos nessa possibilidade e agora estamos vendo isso.
É realmente um presente esse novo plot que nos diverte e instiga tanto. Eu, com minhas eternas esperanças, torço para que nossos amados roteiristas façam a coisa fluir direitinho e nós possamos desfrutar dessa delícia de estória da melhor forma possível. Rowena, a rainha da orgia do solsístico, é uma simpatia de bruxa má, e agora está no inferno mimando o pequeno e mal amado Fergus. Dá uma alegria só de pensar em tantas vertentes legais que podem surgir nesse arco.
Por fim, The Things We Left Behind, apesar de trazer tão nitidamente a sede da Marca e mostrar um pouquinho do drama familiar de Crowley e Rowena, foi uma mid-season que deixou a desejar. Não sei se é porque eu vi o episódio depois de ter assistido a mid-season de outras séries, acho que o blá blá blá com a Claire me decepcionou. Supernatural já teve ótimas mid-season e, pelo potencial da trama, acredito que poderia ter sido melhor. Enfim, sou uma pessoa de fé e espero que a série volte com gosto de gás e fôlego de sobra e nos dê muita alegria no restante da temporada.
Entramos em hiatus, só nos veremos a ano que vem então não esqueça de deixar seu comentário e tenha um Feliz Natal!
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Supernatural | Review -10×07: Girls, Girls, Girls


“Uma vez que você toca as trevas, elas nunca vão embora.” – Dean
Que bonitinho ver um episódio com um roteiro sobreposto sendo bem tratado pela produção e dirigido com competência. Supernatural vem acumulando algumas falhas com relação a esse quesito (e vários outros) e, quando percebi a intenção do episódio, me deu aquela sensação de que seria mais um fracasso mas fui surpreendida com um episódio bem ritmado, fluído, com bons plots reveladores.
Girls, Girls, Girls, acima de tudo, foi um episódio sobre família. O drama aqui não se resumiu a mais uma DR dos irmãos Winchesters, envolveu todos os arcos em progressão e todos os personagens envolvidos, tá aí a beleza do negócio. A ação foi deixada de lado e os plots foram conduzidos de forma atraente e interessante. Na minha opinião não foi de todo perfeito (explico no decorrer do texto) mas foi bem satisfatório. Vamos por partes.
Castiel e Hannah na estrada, dando continuidade a missão (que ninguém lembra mais qual é) tornaram a chatice em redenção. Ainda bem. O plot mais boring de SN mostrou que os anjos tem a missão que lhes é confiada como prioridade mas que não são insensíveis às necessidades humanas. O reencontro de Caroline com seu marido despertou em Hannah a compaixão e a fez lembrar que seu compromisso era proteger a humanidade. Seu interesse por Castiel nada mais era do que a canalização dos desejos de Caroline já que anjos, em sua essência, não tem necessidades físicas. Ela entendeu que o lance do romance só lhe traria problemas e que Caroline precisava de sua vida de volta, ela deu adeus deixando seu receptáculo voltar pra casa. Isso fez Castiel pensar em Jimmy Novak, seu receptáculo a anos que também tinha uma família no passado. Foi interessante de ver Hannah indo (já foi tarde) mas espero que Castiel não tenha a mesma ideia.
Falando em ideia, os servos de Crowley bolaram um plano supercriativo para conseguir mais almas para o inferno, aumentar as estatísticas e deixar o boss feliz. Crowley andou atravessando uma fase deprê, curtindo uma fossa triste pelo fim do bromance com o Deamon então a ralé demoníaca recrutou prostitutas para trocarem sexo por almas carentes de atenção especial. Eles só esqueceram de avisar ao Rei que ele agora era o cafetão da vez por trás do esquema. Foi um plot curto e atraente porque não se prolongou mais do que devia e trouxe de volta a ruiva misteriosa que apareceu no fim do episódio Soul Survivor introduzindo-a na trama. A escocesa Rowena, apesar de ser uma bruxa (gênero já explorado algumas vezes) tem toda a promessa de ser uma vilã badass com seus poderes primitivos e total falta de escrúpulos que nos parece familiar. Ela pareceu meio desesperada com seu regime de recrutamento mas ao menos mata um demônio e ferve um cérebro como ninguém.
Supernatural.S10E07. IV
É nesse ponto que os plots se encontram. Dean que protagonizou no início do episódio o momento alívio cômico, deu de cara não com o caminhoneiro Bruce, mas com uma das garotas-iscas negociantes de almas. O responsável pelo negócio infernal Raul virou piche e eles começam a caçada a bruxa responsável pela morte tão esquisita. Nem sonha Dean que, enquanto ele dá continuidade com sua vida e procura a bruxa Rowena, seu implacável caçador Cole andou estudando com afinco sobre o mundo dos demônios e suas particularidades em busca de vingança. Não escondo que antipatizava com esse plot. Sempre achei mal colocado e superficialmente explorado. A surra que o Cole levou em Reichenbach e toda a deixa me fez crer que sua estória seria desenvolvida de uma outra forma, alguns até cogitaram um spinoff. Quando ele surgiu livrando a cara da Rowena eu pensei: lá vem ele de novo, todo equivocado. Mas aí percebi que o foco da cena não era ele e sim o Dean. Foi um texto bem escrito e bem interpretado onde ouvimos sobre confiança, família e escuridão. Cole ouviu Dean falar sobre o monstro que era seu pai e sobre o dever que ele tinha de matá-lo. Dean falou como seu estilo de vida transformou sua alma que foi tocada pela escuridão e que, só não o levou por completo porque Sam, sua família, o puxou de volta da beira do abismo. Foi lindo e o suficiente para fazer Cole recuar e reavaliar as prioridades.
Sam, por sua vez, que passou a temporada passada todinha julgando e maltratando o irmão se tornou o guardião de Dean. Penso que sua devoção é o que ainda mantém Dean lutando contra a influência da Marca de Cain. Dean demonstrou sua desesperança quando disse a Cole que sabe como será seu fim, como se compreendesse que nada de bom pode vir daquela marca que ele carrega e não sabe como se livrar dela. É como se esperasse uma explosão da qual ele não conseguirá escapar, suas forças podem estar se esgotando e será que Sam conseguirá trazer seu irmão de volta da beira do abismo mais uma vez?
Além dos Winchersters, Crowley também procurava a bruxa que liquefez o demônio Raul e qual não foi a surpresa do rei em dar de cara com sua própria mãe! Ele que já cruzou com seu filho barganhador, agora deu de cara com sua irônica e insolente mãe. Que arco legal se formou com grandes possibilidades para desenvolvimento. Aí a gente volta a bater naquela tecla: tomara que os roteiristas saibam aproveitar e criem uma trama empolgante porque engraçada ela tem tudo pra ser.
Enfim, gostei muito de Girls, Girls, Girls, principalmente pela ‘subida’ de Hannah, o fim da azaração celestial e da movimentação do arco principal. Já espero empolgada uma Rowena bitch infernizando tanto os Winchesters como o próprio filho! Agora diga você o que achou sobre o episódio.
Quotes:
* “Pode acabar sendo um caminhoneiro canadense chamado Bruce.” – Sam
* “Parece um Bruce pra você?” – Dean
* “Rei de onde, Lilliput? Digo, ouvi dizer que você era baixinho, mas…” – Rowena

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Supernatural | Review -10×06: Ask Jeeves




Depois do fofíssimo, delicioso e divertido episódio 200, Supernatural voltou a nos entregar mais um filler para ‘encorpar’ a temporada. Apesar da audiência esmagadora (grifo de exagero meu), Ask Jeeves foi apenas um episódio regular que trouxe um metamorfo, monstro antigo bem conhecido na mitologia da série, dentro da novidade da adaptação de um jogo infantil para deixar tudo mais divertido. Teve cara de episódio das primeiras temporadas, sem pretensão, com uma pitadinha de mistério e aquela comédia básica que envolve muitas caras e bocas da dupla de protagonistas.
io 200,
Dean anda procurando ocupar a mente depois de tudo o que aconteceu mas as coisas atravessam uma calmaria estranhíssima. Então ele se depara com uma ligação para um dos antigos celulares de Bobby, a gravação telefônica diz que Bobby está incluso no testamento de uma mulher muito rica e eles resolvem ir até lá como representantes do falecido caçador.
É nesse ponto que entramos no tabuleiro e somos apresentados à todas as peças do jogo. Todos os familiares estão relaxando numa sala, bem acomodados e visivelmente não dão a mínima pela perda da parente rica, só estão mesmo interessados no testamento da falecida. Cenário super clichê de família aristocrata bem caricata que me lembrou um dramalhão mexicano com direito a solteironas desesperadas e galã bem penteado.
Supernatural - 10x06
Em meio ao clima de novela “A Próxima Vítima”, as pessoas foram sendo mortas e nós jurávamos que eram fantasmas vingativos que voltaram para exterminar os interesseiros mas, por fim, temos a resposta de que, na verdade, a assassina é a metamorfinha chateada que foi criada no sótão. As referências ao Jogo Detetive foram mais sutis do que eu esperava e a resolução do mistério foi bem condizente com toda a atmosfera do episódio.
O que realmente importou foram os minutinhos finais onde vimos a primeira morte de Dean depois da cura. Um tiro com uma bala de prata seria o suficiente para matar um metamorfo mas Dean descarregou o pente na criatura já abatida com aquele olhar que mistura sombriedade, frieza e uma certa satisfação. Indícios que a Marca de Cain ressurgirá e nos trará alegria algum dia.
Supernatural 10x06
Ask Jeeves não foi, nem de longe, o melhor filler da série mas pelo menos deu pra entreter sem comprometer. O episódio começou legal, deu aquela esfriada e terminou com um gostinho de que poderia ter sido melhor. Enfim, tudo bem. Ainda estamos sob o efeito do encantamento do episódio 200 então, nada de se irritar com Supernatural, pelo menos não essa semana.
Você gostou do episódio? Deixe seu comentário e até a próxima semana!
Ps. Alguém pode nos esclarecer quem é o homenageado no fim do episódio? O moço chamava-se James A. MacCarthy.
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Supernatural | Review -10×05: Fan Fiction (Episódio 200)


Como não se apaixonar por um episódio tão carinhoso como esse? A 10 anos no ar Supernatural nos entregou o episódio 200 com um plot muito fofo na última terça-feira. Tudo foi feito com visível carinho para os fãs de longa data da série. Valeu a pena deixar o arco principal para nos presentear com 43 minutos de muita diversão recheados de referências e tiradas engraçadas – aquelas que só nós entendemos, numa estória leve, bem bolada e interessante. Até aquele fã ranzinza (eu) que vive reclamando da série mas não consegue largar vai ter que dar o braço a torcer: Fan Fiction foi delicioso.
A ideia de tornar os livros escritos pelo Chuck num musical teatral por um grupo escolar de garotas ficou bem natural e divertido. A produção ficou linda e o episódio assumiu um ar nostálgico nos trasportando ao drama familiar sofrido por Mary e John no episódio pilot da série. Enquanto eu ria das caras dos irmãos chocados vendo as garotas ‘cantarem’ sua estória, soltava suspiros de saudades do tempo em que Jonh aparecia de vez em quando, Dean não largava o diário e Sam era perseguido pelo demônio de olhos amarelos. E o que falar de Bobby e seu famoso idjits? O misto de sentimentos acaba nos acompanhando até o fim do episódio que também trouxe uma pitadinha do velho mistério, ainda que bem leve, dos casinhos da semana lá do início da jornada.
Supernatural.S10E05.Fan.Fiction II
Todos bem sabemos o que SPN sofreu depois da quinta temporada. Os milhares de comentários negativos e críticas pela equivocada condução do roteiro inundaram a net e repercutiram durante muito tempo (ainda estão por aí, pra falar a verdade). Mas os roteiristas mostraram sua espiritualidade e usaram a criatividade de forma genial o que resultou num dos momentos mais divertidos do episódio que é quando Dean conta o que aconteceu depois de Sam voltar da caixa do inferno sem alma. Ele resume tudo em 40 segundos e recebe um: “ – Uau, isso é uma das piores fanfictions que já ouvi na vida! Não, é sério. Onde seu amigo achou esse lixo?” rs. Foi muito hilário.
Quanto ao caso de mais um monstrinho para a coleção da mitologia da série, vimos Sam e Dean incorporarem agentes-arquivo X do FBI depois de serem desacreditados pelas meninas. Eles descobrem que o ‘sequestrador’ é a Calíope, a deusa da poesia épica que tem um estranho desejo de comer a autora da estória depois que sua ‘visão’ é apresentada. Então “o show deve continuar”, como disse Dean e enquanto a peça rolava os irmãos se incumbiram de caçar a criatura. Num episódio como esse, o caso da semana serve apenas como pano de fundo e funcionou muito bem dessa forma.
Supernatural.S10E05.Fan.Fiction VII
Encerrando, eu não podia deixar de fora a interpretação belíssima de “Carry On My Wayward Son”. Foi emocionante ouvir a música que une todos os fãs da série apresentada com uma singeleza ímpar. As boas gargalhadas pelo MG, Destiel, Samstiel, Casdean e outras tiradinhas ótimas deram lugar a uma emoção indescritível e olhos marejados. Coisa de fã.
Minha única ressalva foi não ter visto o Cas e o Crowley no tão memorável episódio 200. Eles também não mencionaram o lendário tio Lu. Mas isso não ofuscou o encanto nem comprometeu a qualidade de Fan Fiction que emocionou bastante e me deixou com um sorriso de orelha a orelha no rosto. A fluidez do roteiro, a boa direção, a aparição do Chuck no fim e a dupla Jared e Jensen (que esteve perfeita) fizeram a alegria e entregaram um presentão aos fãs que não vão esquecer esse episódio super fofo.
Chegou a sua vez de deixar seu comentário. A melhor parte de escrever sobre Supernatural é abrir a review e ver as várias opiniões, elas sempre somam e deixam tudo mais interessante.
Ps.
Parabéns a Supernatural que chegou a essa marca incrível de 200 episódios. Mesmo com altos e baixos a série conserva um público considerável e fãs apaixonados espalhados por todo mundo.
Preciso admitir que foi uma review de fã, ok? rsrs
3160



Supernatural | Review -10×04: Paper Moon


De volta ao negócio da família.
Depois de três episódios focados em Dean e Sam, Supernatural trouxe um filler focado em: Dean e Sam. A estorinha da Kate, a lobisomem do episódio estilo ‘found-footage’ (estava fazendo um sucesso danado na época então resolveram trazer pra série) gravado em primeira pessoa com câmera amadora que fez parte da oitava temporada foi apenas um pano de fundo para mais uma longa e repetitiva DR dos Winchesters.
Faz parte da fórmula e da tradição de SN apresentar episódios de caráter procedural com os famosos casinhos da semana que hoje em dia são considerados pura encheção de linguiça. Foi exatamente o que escrevi numa resposta de algum comentário – a fórmula inicial dava certo nos três primeiros anos porque era novidade, mas hoje ela já não funciona direito, ainda mais com a falta de emoção e mistério como foi o caso do episódio dessa semana. Posso estar sendo chata, fria ou sei la o quê em dizer que não senti emoção nenhuma mas é a pura verdade. Desde as declarações trocadas entre os irmãos até a tentativa falha de Kate em despertar a compaixão de Dean e Sam (e nossa também) para com sua irmã, foram minutos arrastados e, muitas vezes, repetitivos.
Supernatural S10E04 IV
Falando sobre o episódio, a tentativa de descanso dos irmãos não poderia dar certo mesmo. São viciados em trabalho, principalmente o Dean que está no negócio da família a mais tempo e já deu o sangue, o suor e a alma pelo o que faz. Depois da cura Dean parece mais sério, reflexivo e disposto a ocupar a mente para não pensar muito. Na primeira conversa onde Lester é citado, senti que Dean procurou responsabilizar o Sam de toda situação para fugir da própria culpa de ter matado um inocente. Parece que fazer o Sam admitir que andou por caminhos obscuros lhe alivia o remorso de ter sido frio e impulsivo.
Eles encontram Kate e aí vem a parte mais chata do episódio. Aquela criatura com olho de peixe morto contando todo o drama familiar, tentando justificar sua decisão de transformar Tasha e desculpar as loucuras instintivas da irmã me deram sono. Um plot com a intenção de comparar os relacionamentos e as decisões tomadas só evidenciaram aquilo que todos nós já sabemos. Os irmãos Wincersters jamais serão racionais quando se trata um do outro. O que Kate fez com a irmã em momento algum aconteceu com eles (até agora). Mesmo que, em algum lugar da jornada, um tenha desistido do outro, eles não chegaram ao ponto de estarem no beco sem saída de um ter que matar o outro.
Supernatural S10E04 V
O lado positivo desse filler foi ver que Sam está preocupado com as consequências da Marca de Cain e promete procurar uma solução para esse problemão enquanto o Dean faz cara de paisagem e finge que está tudo ótimo. Não sei se estou errada, porque o Jensen foi de uma sutileza fantástica, mas percebi um certo receio de Dean de matar a Kate. Talvez um medo inconsciente de trazer à tona o desejo por sangue da Marca de Cain. Ele não matou ninguém, não dessa vez. As mortes ficaram por conta do Sam e da Kate, mas, em algum momento, isso vai acontecer então veremos se estou mesmo certa em pensar que a Marca não só se alimenta com as mortes realizadas com a First Blade, mas sim com todas que são provocadas por seu portador. Isso traria de volta a possibilidade de Dean demônio reaparecer ou, pelo menos, de desenvolver um arco mais interessante.
Em suma, Paper Moon foi um episódio morno, sem graça e cansativo. O mais fraquinho dessa temporada. Sou péssima em analisar DRs e dramas no geral, por isso não consegui me ‘apegar’ realmente a este episódio e não tenho muito o que falar dele. Então peço a vocês que comentem, participem e deixem suas impressões com suas opiniões. Vamos fazer da área de comentários a terapia familiar que os irmãos precisam tanto! Rs
*Quote:
”Parece que o saco de pulgas ainda não terminou de mastigar os ‘Sons Of Anarchy.’” – Dean
(Claro que eu não esqueceria de falar da menção de Dean a uma das séries do meu top 3 cujas reviews eu também escrevo no Manicômio. Levou mais meia estrela no conceito Nota do Episódio só por causa disso rs)
740