quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Person Of Interest | Review – 3×09: The Crossing

Depois de assistir um episódio desses alguém ainda tem dúvidas que Person Of Interest é a melhor série no ar da atualidade? Um episódio que caminhava para o óbvio por causa da promo que circula na net a mais de 15 dias onde vimos o Fusco sendo capturado, todos fomos levados a pensar que ele seria a perda no elenco da série, seria dos males o menor já que sempre foi um peão nesse xadrez muito bem elaborado. Mas o produtor surpreendeu a todos, não que isso seja novidade, mas foi realmente chocante perdermos desta forma um dos protagonistas.
Ficamos sabendo no episódio passado que todos os bandidos da cidade estavam atras do Reese por causa da invasão a casa do juiz e da prisão do chefão da HR. Então já começamos este episódio sem embromação com a tentativa dos dois em levar o Quinn até o prédio do FBI após a Machine expelir o CPF do Reese. Mas a tarefa não se deu de forma prática, foi uma noite daquelas com direito a ataque no metrô, furo de bloqueio policial e invasão ao necrotério municipal que ficava a apenas 4 quadras do tão almejado prédio do FBI.
 Enquanto o trio em questão é caçado, Reese tem seu celular destruído e Finch é tentado a pedir ajuda a Root porque, enfim, ela se comunica com a Machine de forma peculiar. Pra falar a verdade, eu gosto muito das cenas entre ela e o Finch que são recheadas de verdades e ironias que fazem o Finch se morder de ciúmes já que sua relação com a Machine realmente é aquilo que ele programou, é o que ele esperava quando a projetou. Já a Root conseguiu modificá-la para ter um retorno diferenciado das informações que a Machine é capaz de fornecer, ela conseguiu alterá-la de uma forma mais pessoal o que deixa Finch indignado. É em um desses momentos onde descobrimos que Finch já tivera outros ajudantes em sua empreitada de salvar as pessoas cujos CPFs são revelados pela Machine. A Root sabe de muito mais coisas do que ele imagina.
Após ajudar o Reese e Carter, Fusco é apanhado pela HR e nós começamos a digerir a ideia de sua morte. Enquanto ele é torturado pelo nojento do Simons e seus capangas, Reese e Carter, presos dentro do necrotério municipal estão sendo procurados pelas gangues da cidade e pelos corruptos da HR que, vou confessar, não fazia ideia como eram tão numerosos, sobrou algum que não pertença a organização? Então temos o momento cute entre Reese e Carter. Achei meio hein? Tá certo que ela pode ter ajudado na mudança de John assim como o Finch que lhe deu um objetivo para viver mas depois do namorico entre ela o Carl e a sede de justiça que alimentou toda essa operação, não conseguia mais vê-los num envolvimento maior além da obvia relação dentro do time machine e de amizade parceira. Lembro que na primeira temporada, nos primeiros episódios ela até o elogiou dizendo que não esperava que ele fosse tão bonito, mas depois de tudo o que se passou não conseguia ver de outra forma. Mas não deixou de ser bonitinho de se ver o John abrindo seu coração novamente. Tudo não passou de uma condução descarada e muito bem jogada para o fim bombástico onde todos esperavam um desfecho e aconteceu outro bem dolorido para os fãs de Person Of interest. Reese se joga como isca para deixar Carter livre dos olhos dos bandidos e Harold ajuda, até que ela consegue levar o Quinn ao FBI, já amanhecendo o dia, enquanto Reese é detido por dois policiais legais, daqueles honestos que fazem a extinta minoria.
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O Fusco está preso, tem seus dedos quebrados e seu filho está sob ameaça de morte, mas a Shaw entra em ação e salva o Lee deixando-o por conta própria, me diz quem não tinha certeza desta morte? Faltando 8 minutos para o fim do episódio vemos ele se livrar das algemas e matar aquele outro corrupto (não lembro o nome) que tinha recebido ordens de matá-lo e tudo parece certo no fim, a HR é desmantelada, os bandidos presos e o Quinn está sob custódia do FBI, tudo bem redondinho depois de um episódio eletrizante. Mas tem uma pontinha solta, o Simons ainda não foi encontrado e, quando Carter é novamente promovida a detetive vai até o DP para soltar Reese ele reaparece. No momento em que Harold chega, Carter e Reese estão em mais um daqueles momentos, o orelhão toca. Nada mais é do que uma tentativa da Machine para avisá-los sobre a Carter. O Simons se revela e atira nos dois, a Carter é atingida no peito. O Reese disse a ela que já tinha perdido alguém e que não podia perdê-la e isso foi a primeira coisa que pensei, caramba, tadinho! A cena final onde o Harold fica estático enquanto o Jonh chora abraçado ao corpo dela foi tão comovente e chocante que nem tenho palavras para descrever o espanto, inacreditável! #RIPCarter… Não consigo imaginar como vai ser sem ela mas uma certeza eu tenho, o Reese vai pirar.
Foi, de longe, o melhor episódio que vi esse ano, ou ainda, o melhor episódio que já vi em séries do gênero. Penso que o Jonathan Nolan, o produtor da série, é um jogador estratégico genial. Ele tem plena consciência da solidez de sua trama e não teve medo de arriscar uma baixa tão importante no elenco principal da série, simples assim.
Sei que me prolonguei e peço desculpas mas não tem como não se empolgar depois de 42 minutos de pura adrenalina. Fique a vontade para comentar.
22 de novembro de 2013 em Manicômio Séries


Person Of Interest | Review – 3×08: Endgame


O caos se instalou em Person Of Interest. Depois da descoberta que o Quinn era o chefão da HR a Carter jogou gasolina na fogueira, aparentemente uma verdadeira operação ‘kill yourself, I dont care anymore‘, no estilo vigilante vingador – Arrow! rs Episódio tenso que, vou confessar, me enganou direitinho.
Desde seu início Person Of Interest vem mostrando que todos precisam de ajuda, o Harold precisa do Reese que recrutou Lionel e Carter e depois recebeu o acréscimo da Shaw. As questões pendentes de confiança precisam ser esquecidas, superadas e resolvidas para que toda a operação seja bem sucedida. Confiança e companheirismo são o segredo do negócio e também o tema principal do episódio dessa semana.
A trama se desenvolveu a partir de 38 números de CPFs emitidos pela Machine, todos eles pertencentes a policiais corruptos membros da HR. Isto ocorreu por causa de um plano de mestre da Carter envolvendo a HR e a máfia Russa. É simples – consistiu em jogar um contra o outro e tirar proveito. A HR protegia os carregamentos de drogas da máfia russa comandada por Yogorov e resolveu cobrar 10% a mais. Os caras não aceitaram e resolveram fazer o transporte por conta própria, sem a tal proteção. Uma carga é roubada (por Carter), os russos deduzem que foi retaliação da HR e inicia-se a guerra, é tanto CPF que a máquina quase pira. Carter atira no escritório do Quinn que ordena uma caçada a todos os associados a Yogorov. A obsessão de Joss para desmantelar a HR é tão grande que ela também usa o criminoso Elijah no processo, mas tudo isso sem a ajuda do time machine, o qual ela faz questão de manter afastado.
Mas não acabou aí. Carter prende Yogorov, o último russo que não foi capturado pela HR, prometendo proteção, o leva pra delegacia e o indicia com outro nome por direção perigosa – álcool. Um disfarce para suas verdadeiras intenções. Ela usa Lazlo, irmão de Yogorov que está preso, como trunfo para conseguir um depoimento entregando o Quinn como chefão da HR, bem tipo Sons Of Anarchy. É aquela velha história da chantagem; ou você assina, ou seu irmão preso já era. Carter está tão determinada a pegar o Quinn que esqueceu o dano colateral. sqn. Na verdade ela avisou o FBI que os policiais corruptos estavam prontos a executar os russos por causa do tráfico de drogas, tudo muito bem planejado e executado.

E a cereja do bolo vem quando ela liga pro juíz pedindo o mandado de prisão para o Quinn. Desconfio que ela não sabia que o safado era corrupto também e o plano só deu certo porque o time machine foi chamado. Jonh, como sempre, salvando tudo mesmo não sendo o centro do plot. A questão da confiança foi resolvida, foi lindo. Rs
Jonh Reese agora está na mira de todos os bandidos possíveis e impossíveis. Esse problema com a HR está longe de acabar dado ao finzinho da promo da semana passada onde o Fusco aparece sofrendo pacas. O que Carter vai fazer para entregar o Quinn e resolver dentro da lei não sei, mas vai dar trabalho.
Depois desta tensão toda, tenho certeza que semana que vem veremos mais um episódio bombástico, emocionante, aflitivo e com um encerramento fantástico, assim é Person Of Interest.
Fique a vontade para comentar.
- Fiquei com dó do Fusco, todo mundo deixa ele no escuro, tadinho. rs
15 de novembro de 2013 em Manicômio Séries

Person of Interest | Review – 3×07: The Perfect Mark

Person-of-Interest-3x07Ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão“, já dizia o velho ditado. Esta semana nos surpreendemos com a veracidade desta frase em um episódio mais calminho comparando com os anteriores. Complexo, sim, claro, cheio de reviravoltas e desenvolvimento inteligente, mas bem mais cômodo deixando a Root e a Vigilância de lado. Isso não significa que não tenha trazido revelações importantes e perdas significativas.
Em primeiro plano vemos o trio de protetores, Finch, Reese e Shaw, investigando o Hayden Pryce (Aaron Staton – Mad Men, The Good Wife), um  hipnoterapeuta  golpista, cretino, safado e muito inteligente que usa suas técnicas de hipnose para conseguir dados sigilosos e com eles limpar a conta bancária de seus clientes. O cara é um espertalhão que acaba se envolvendo na maior fria por se encantar pela generosa conta bancaria de um dos clientes, o revendedor de antiguidades sueco Sven (Carsten Norgaard – Sleepy Hollow). Deixa estar que o sueco é laranja da HR e participa de um esquema de lavagem de dinheiro com antiguidades que é brilhante, onde todo o dinheiro sujo fica limpo com objetos obsoletos mascarados pelos leilões de raridades. O terapeuta acaba virando alvo por não fazer ideia no que andou se metendo.
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Em segundo plano acompanhamos Carter e Laskey em vigia constante a HR. O novato que, depois de recrutado por Joss, só conseguiu  tempo mesmo pra pedir perdão a Deus pelos erros antes de ir pro descanso eterno, tadinho. Vou confessar que sua morte me deu uma dózinha, ele estava começando a ser útil e até trouxe a prova – bomba, suas fotos tiradas quando seguiu Simmons para a Carter. Cumpriu seu papel, #RIPLaskey.
No meio desse rolo todo ficamos sabendo que a Carter tem o costume de visitar certa fonte, o querido Elijah (Enrico Colantoni – Flash Point), lembram dele? Claro, o #bandidãobad ass com cara de  inocente professorzinho de ginásio que foi o grande desafio do time machine na primeira temporada, que na época eram apenas dois, Batman e Robin. Pois é, o cara tocou o terror e agora está na surdina acompanhando tudo de pertinho, sem interver, por enquanto. Sinto falta deste personagem como também sinto saudade do Fusco que aparece tão esporadicamente e em cenas tão pequenas que antes mesmo de ver a promo já desconfiava de sua futura demissão do elenco.
Mas a sacada de toda a trama vem no finzinho do episódio quando a aparentemente inocente namorada do hipnovigarista, a Natalie (Jennifer Ferrin) é na verdade outra vigarista que aplicou o golpe no golpe da bola. Desconfio que era ela que tinha clonado o celular do terapeuta e estava por dentro de seus crimes. Ela deixou tudo correr como o Pryce tinha organizado e só teve o trabalho de  interceptar a bola valiosa do Baby Ruth no molequinho vendedor de cold drinks. Espertinha a loira não? Saiu de boa com uma bola de baseball estimada em mais de 4 milhões de dólares, sabe quem foi atrás dela? Ninguém porque ‘ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão‘! Rr
Como eu já disse, o Laskey partiu dessa pra melhor mas deixou um presentão pra Carter. Além de eliminar aquele idiotão do Terney ele entregou as fotos do encontro do Simmons com o Quinn, o chefão da HR, numa conversa pé de orelha sobre o suposto desfecho do esquema mal sucedido do sueco. Agora esse plot deu uma acelerada boa, já estava mais que na hora desse chefão ser descoberto, é o tio do Carl, o cara super influente que tem todos os contatos na palma da mão. O que ela vai fazer com essa informação agora é mais uma curiosidade que fica para ser saciada no decorrer dos próximos capítulos.
Evidente que gostei do episódio, mesmo este sendo bem mais sossegado que os últimos apresentados. Não tem como não gostar dessa série que fica a cada semana mais interessante.
E você, o que achou?
- Finch no contra-senso de levar livros para a Root presa em uma mini-biblioteca só não foi melhor do que ver a cara do mesmo quando a Root lhe jogou a verdade de que ele sentia ciúmes da relação dela com a Machine. “Mamãe ama os dois” rs muito bom!
8 de novembro de 2013 em Manicômio Séries


Person of Interest | Review – 3×06: Mors Praematura

Person-of-Interest-3x06O último episódio exibido foi o melhor que Person Of Interest  já apresentou, na minha opinião, e como é bom a cada semana nos depararmos com mais plots  intrigantes e inteligentes. Fico pensando que  ainda temos 15 episódios pela frente até o fim desta temporada e parece que não existe embromação nesta série, isso é sensacional.  EmMors Praematura acompanhamos um episódio mais calmo mas de roteiro coeso com ação, mistério e inteligência. Vou confessar que voltei algumas vezes para entender e não tenho lá essas certezas de que entendi tudo.
Na semana passada, o episódio terminou com a Root sequestrando a Shaw e prometendo-lhe um pouco de diversão, uma promessa que ela cumpriu esta semana. Acontece que a Superusuária precisava de uma ajudinha numa missão dada pela Machine. Depois de uma conversa,  Shaw embarca na empreitada e vira parceira da Root num esquema bem misterioso, complexo e meio irracional que envolve a CIA. Enquanto Reese procura por Shaw depois de 8 horas sem dar  notícia, Finch e Bear – lógico, estão numa missão de proteção. O novo CPF é de um investigador, o Sloan (Kirk Acevedo – OZ, Fringe) que trabalha procurando parentes herdeiros de pessoas que morreram. Mas agora ele está investigando a morte de seu irmão de criação, o Jason que foi supostamente vítima de overdose de heroína o que levantou suspeitas já que não era usuário.
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Depois que Finch e Sloan acham o armazém cheio de informações criptografadas escritas nas paredes visíveis com luz negra, eles descobrem que o irmão do Sloan era, na verdade, um  membro da Vigilância, o grupo de hackers que nós conhecemos há algumas semanas. Jason entrou em desacordo com seu líder Collier e então decidiu se entregar à CIA revelando tudo o que sabia em troca de proteção. A CIA forjou sua morte (isso está ficando comum nessa série ultimamente) e o prendeu como fonte/informante  justamente onde, convenientemente, Shaw e Root estão esperando por ele. A máquina quer libertá-lo por qualquer motivo, porque ele pode ser necessário, como Root diz mais tarde.
É difícil descrever o que acontece no clímax do episódio, onde os 3 plots se encontram. As fontes sendo transportadas, a interceptação do veículo pelos membros da Vigilância, a intervenção de Reese e Shaw, Root ajudando Jason a fugir com uma nova identidade e uma conta bem recheada, o Sloan vendo seu irmão vivo, mesmo que por segundos, a fuga do Collier, tudo muito bem executado. Foi emocionante, não dá pra explicar, você que viu entende como me sinto.
Na semana passada tivemos HR,  nesta semana vimos o retorno da Vigilância, duas ameaças que prometem muita emoção e reviravoltas. Mas agora o time machine tem uma nova aliada, a Root no melhor estilo Neal – White Collar com aquela tornozeleira. Espero cenas grandiosas entre Finch e a Superusuária que é mantida presa numa gaiola/mini-biblioteca Faraday, protegida de qualquer influência da Machine, só não se sabe até quando. A Root é uma psicótica diferente da Shaw. É aquela pessoa obcecada, numa paixão louca, que executa todos os comandos sem questionar com um sorrisinho sacana no rosto. Ela arrisca sem medo, confia totalmente no cronograma da Machineque, vamos reconhecer, ajudou bem mais ela do que o próprio Harold e equipe, magoei…Mais uma camada de complexidade para deixar nossa série mais deliciosa.
Para completar tivemos a participação, mesmo que mínima do Fusco, que tem seu envolvimento com a HR em off, por enquanto, e um pouquinho da nova parceria entre Carter e Laskey. Descobrimos que o rapaz é russo, uma estratégia da HR de manter o controle e ainda fechar parceria com a máfia russa. Senti que a Carter vai fazer com ele o mesmo que o Reese fez com o Fusco na primeira temporada, um recrutamento meio que forçado.
Person Of Interest entregou mais um episódio complexamente divertido demonstrando que a qualidade da série se mantém a cada semana. O desenvolvimento coeso e complicado é justamente o que o torna tão grande, reafirmando ser umas das melhores séries no ar atualmente.
Você também gostou do episódio? Deixe sua opinião. Até a próxima semana.
1 de novembro de 2013 em Manicômio Séries


Person Of Interest | Review – 3×05: Razgovor

Person-Of-Interest-3x05Depois de um episódio pra lá de interessante como o da semana passada, fui tentada a achar que estaria assistindo um mais calmo essa semana. Vendo a promo e algunsspoilers por aí, minha mente se deteve apenas num desenvolvimento envolvendo a Carter e o novato Laskey. Mas que engano feliz, este foi o melhor episódio de Person Of Interest que já assisti. Ele foi tão perfeito, tão envolvente, tão delicioso que terminei de ver em estado de pura euforia. Entre o desenvolvimento do caso da semana, a investigação da Carter e a introdução da viagem pela história da Shaw foram muitos tiros, descobertas, socos, pontapés e gritos de alegria – estes foram meus. Mas para revisar tudo o que aconteceu, vamos por partes, e ainda vai parecer superficial, porque foram muitas informações e emoções para um episódio só.
Tivemos a história da russinha Gen, uma menina bem articulada que veio da Rússia para morar com o avô depois que sua mãe foi presa por protestos políticos. Ela tem a mania de tirar fotos e grampear telefones com a desculpa que está treinando para ser espiã e está vivendo com um primo mala após a morte do avô. O caso é que a Gen acabou gravando, com suas escutas e grampos, umas conversas sinistras entre traficantes locais e pessoas importantes. Seu ‘QG’ foi descoberto e ela agora corre perigo. O time machine entra em ação para proteger Gen, mas a Shaw e o Reese levam uma bailada dos bandidos e acabam perdendo a menina de vista.
Enquanto Reese, Finch e Shaw procuram pela Gen, Carter se vê naquela de monitorar os movimentos dos corruptos da HR, sempre com o pé no saco na cola. Aquele mané me dá nos nervos. Depois do vai e vem dos dois plots em questão, qual não é a surpresa ao darmos de cara com a junção dos mesmos. A HR está envolvida com o traficante grampeado pela Gen e mais que isso, ela é responsável pela produção da droga em questão. Eles mantem a menina presa enquanto tentam se apossar das fitas gravadas que agora estão com Finch.
Como tudo não acontece de uma vez, entre o rodízio de plots HR/caso-da-semana, surpreendentemente tivemos um pouquinho da história da Shaw. Acompanhamos o resgate em 1993 de uma garotinha chamada Sameen sobrevivente de um acidente automobilístico. A garota saiu ilesa de um carro capotado em chamas. É aquela hora que você olha o rosto sem expressões da atriz mirim é fica na cara que é a Shaw. Ela ficou presa nas ferragens, foi resgatada por um bombeiro super legal, que teve uma preocupação enorme em procurar as palavras corretas para dar a notícia do falecimento de seu pai. Mas a reação da criatura é de assustar, ela não expressa sentimento algum e ainda pede um sanduíche porque está com fome. Podemos concluir que o distúrbio comportamental dela existe de muito antes, ou de sempre. Shaw não sente medo, tristeza, felicidade ou solidão, ela só sente raiva, muita raiva. Na real? Pra mim nem importa muito já que, como já falei antes, ela é a doida do lado certo, é praticante do bem, então tá ótimo.
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A Shaw desobedece a um monte de ordens do Finch mas consegue resgatar a russinha. O Reese, apesar de sua importância e momentos essenciais, apareceu menos, tudo para dar destaque à cena mais extasiante de todas. Sintam-se livres para discordar, mas a Carter e o Laskey no bar foram o clímax do episódio e me arrancaram gritos de alegria. Aquele fedelhinho chato avisou o agente Simmons – safadão da HR, que o Reese estaria indo encontra-lo e depois tentou tirar a Carter da jogada só para John não ter cobertura. A desculpinha é que precisava de conselhos sobre uns problemas com um colega de trabalho. Seu barato foi logo cortado com uma Carter badass colocando aquele pivete no seu devido lugar. Ela sabia do envolvimento do Laskey com a HR, de seus relatórios de vigilância e trabalho sujo. O dono do bar onde foi o encontro, um ex-militar também corrupto deveria ser o apoio, mas é alvejado pela Carter com a arma do próprio guri, que coisa linda, nem tenho palavras. Depois de querer dar uma de durão, ele ouviu poucas e boas e, agora vai prestar serviços pra ela. Foi simplesmente emocionante.
O momento cute do episódio vem da despedida entre Shaw e Gen, quando esta é levada para um colégio interno. Gen lhe dá a medalha que foi de seu avô e diz que entende como ela é diferente. Que parece não haver sentimentos, mas eles estão lá sim, só que em volume baixo. O abraço engraçado e a despedida embaraçosa deixam mais que comprovado que a menina tem razão.
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Enfim, quando pensamos que o episódio já deu o que tinha que dar, a Root aparece sequestrando a Shaw. Essa machine tem muito o que me explicar por essa ajuda incompreensível que ela dá a Root, me sinto tão traída! Mas essas são cenas do próximo capítulo.
Sinta-se livre pra comentar, discordar, concordar e deixar sua opinião. Até o próximo episódio pessoal.
24 de outubro de 2013 em Manicômio Séries

Person of Interest | Review – 3×04: Reasonable Doubt

Person-Of-Interest-3x04-I“Neste momento somos o seu juiz e júri.”
Reasonable Doubt foi o episódio apresentado por Person Of Interest essa semana. Foram 42 minutos surpreendentes que trouxeram mais reviravoltas do que muitos filmes de espionagem com duração de 2 horas onde o time machine desvendou mais um enigma: victim or perpetrator?
O caso da semana nos traz o CPF de uma promotora, Dr. Vanessa Watkins que, a princípio, ligou para a guarda costeira porque viu o corpo do seu marido, o advogado de defesa Jeremy Watkins, boiando ao cair do seu iate. Após uma investigação mais detalhada, as evidências apontam para assassinato e Vanessa é a principal suspeita. Seguindo a mesma premissa do episódio passado, acompanhamos a trama sem saber ao certo se Vanessa é vítima ou criminosa. Mesmo cometendo pequenos delitos, a dúvida é se ela está fazendo tudo para provar sua inocência ou para cobrir seus rastros. Enquanto vemos todo o departamento de polícia numa caçada comandada pelo detetive Camerom, um desafeto do casal em questão, somos conduzidos até os últimos instantes do episódio para só então descobrirmos toda a verdade.
O que está me irritando em Person Of Interest ultimamente é o rumo que o plot da Carter vem tomando. Não que não seja importante para a trama, muito pelo contrário, mas me deixa nervosa saber que ela foi rebaixada e agora anda de fardinha com um chato nos calcanhares. Ela é muito competente e merecia outro destino, mas, enfim. A cena em que ela se encontra com Reese para conversarem sobre o caso e aquele guardinha azucrinante aparece bem na esquina de forma suspeita deixando Carter sem reação foi irritante. Bem evidente que o cara vem como um pau mandado da HR para vigia-la.
A Shaw é aquela pessoa que pode entrar em qualquer situação de disfarce, mas seus olhos não mentem, ela é totalmente psicótica. A melhor cena do episódio foi quando ela joga na cara da Nicole, suposta melhor amiga de Vanessa, o seu caso com o Jeremy e a acusação de Vanessa tê-lo matado, tudo isso engatilhando uma pistola, tomando uma taça de Chardonnay e discutindo o assunto do livro numa reunião do clube do livro com as riquinhas pseudo-intelectuais. A desenvoltura e naturalidade da Shaw me lembram daqueles filmes de suspense psicológico onde o maluco sempre tortura as vítimas antes de ser capturado ou morto. Só que dessa vez a doida da vez está do lado certo. Plot realmente muito bom.
A reviravolta do episódio se dá de forma progressiva, mas não imprevisível já que o corpo do moço nunca foi encontrado. Para quem assiste muitas séries e filmes, esse negócio de forjar a própria morte já foi explorado muitas vezes e isso tira o elemento surpresa, certo? Errado! No fim das contas, a Vanessa e o Jeremy estavam juntos na fake dead, mas o  que ela não sabia é que ele já tinha planejado incriminá-la como também não fazia ideia do caso que ele tinha com sua melhor amiga. Com um enredo tão bem escrito e amarradinho, nos deparamos com uma esposa aparentemente inocente mas com um assassinato premeditado prestes a realizar.
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Após enganar o pequeno julgamento do time machine, Vanessa vai ao encontro de seu marido para colocar seu plano final em prática quando Reese aparece. Ele se vê naquela situação confusa na qual um enganou o outro que juntos planejaram enganar todo mundo e decide deixar a situação se resolver por si mesma. Retira uma arma do suit, limpa com um lenço, a deixa em cima da mesinha e sai com a frase: – “Estou no ramo de impedir coisas ruins de acontecerem. Não sei se o que está prestes a acontecer é uma coisa ruim”. Não sabemos o que aconteceu mas a atitude do Reese vai dar muito assunto a ser discutido com o Finch.
Pode ter sido ultrajante e absurdo, mas eu gostei demais do encerramento. Quando percebemos todos os detalhes, nosso senso de justiça se confunde com vingança e não damos a mínima em salvar o casal criminoso. Eu não sei o que a atitude do Reese significa para ele, mas acrescenta outra dimensão à sua personalidade. Como o personagem principal da série tivemos sua história dissecada nas duas primeiras temporadas e um Reese Law & Order sendo desenvolvido nesta. Desconfio que seu personagem terá um up a partir dessa última decisão.
Episódio muito bom, como sempre, você não acha? Deixe sua opinião.
18 de outubro de 2013 em Manicômio Séries


Person of Interest | Review – 3×03: Lady Killer

Person Of Interest - 3x03Em um episódio meio atípico, Person Of Interest nos apresentou mais um caso da semana com pitadas de humor, suspense e um desfecho para o plot da Root naquele hospital, tudo assim, bem simples, mas nem tanto. É lindo de se ver envolvida numa história tão bem escrita e progressiva como esta, e agora com um pouquinho de humor, já que a Shaw e o Reese estão de provocação um com o outro – humm, sei não. Antes de mais nada quero comunicar aos fãs da série que a partir de agora estarei revisando os episódios com vocês, nossa querida Dani que fazia com muito carinho e competência as reviews me repassou e eu agradeço muitíssimo mesmo porque sou fã da série. Pois bem, vamos lá.
O caso da semana traz um possível perseguidor de mulheres cujo o CPF apareceu na ‘machine’ e a equipe não sabe se ele é vítima ou criminoso, como sempre, mas dessa vez nós também somos conduzidos pela dúvida até mais da metade do episódio. Lembro-me de alguns casos da primeira temporada que também foram assim. Esse cara, o Iam (Warren Kole – Roderick em The Following) era na verdade um pesquisador, como ele se autodenomina, um verdadeiro mulherengo conquistador que se dedica a descobrir o que satisfaz as mulheres e lhe dar a vantagem da antecipação. O playboy camaleão descobre que é pai de um garoto de família rica cuja mãe era sua namorada na época de faculdade. Após a morte de Danna, seu pai queria ver o Iam morto para não reivindicar a guarda do menino que é herdeiro de uma fortuna.
O que mais agradou na resolução do caso da semana foi ver as mulheres em ação. Shaw, Carter e a Zoe, a querida Zoe que aparece de vez enquanto para ajudar seu antigo afair, o Reese e o Harold, vão à caçada na boate, vestidas para matar com a intenção de atrair a atenção do playboy. O plot gira em torno da resolução do caso do Iam e seu filho enquanto vemos a Shaw e o Reese entre farpas e olhares em um possível futuro envolvimento. Sinto que os roteiristas sempre a mostraram como uma sociopata funcional, fria, raivosa e tals, mas nesse episódio eles exploraram o carinho que ela tem com o Bear, deixando clara a intenção de apresentar um lado meigo e sensível dela. Mesmo assim, não sei se shipar os dois seria uma boa ideia para a série.
Enquanto isso temos a progressão do plot da Root no hospital. Ela anda com um celular sem operadora por aí conversando com as câmeras de vigilância e as máquinas, quem acreditaria na sanidade desta mulher? O seu psiquiatra continua com a terapia mesmo depois do último encontro apavorante, onde ela contou segredos de sua intimidade. Ele, enfim, presencia o que Root é capaz de fazer e encara de forma assustadora que ela não é tão maluca assim. Agora a Root está solta, deixando Reese e Finch preocupados com sua certa interferência, já que também recebe a ajuda da máquina.
Depois de 40 minutos imperceptíveis, vemos mais um bom episódio que só reafirma o quanto a série está no auge apesar das mudanças de horário e preocupação com sua audiência. Espero eu que esses fatores não venham colocar em risco uma das melhores séries no ar na atualidade.
E você, o que achou do episódio dessa semana? Dê sua opinião, ela é muito importante!
    em Manicômio Séries

Dexter | Review – 8×12: Remember The Monsters? (Series Finale)

Dexter - 8x12Há 8 anos nos foi apresentado um personagem intrigante. A premissa era de um cara com impulsos de psicopatia grave, um serial killer, lutando para se encaixar num perfil de normalidade. Com um roteiro bem escrito, dirigido com uma visão surpreendente e uma interpretação impecável, foi uma aposta alta que deu certo, porque não havia nada parecido no showtime na época. A fascinação veio não somente por explorar a mente de um serial killer, mas também por nos trazer um anti-herói como carro chefe de uma série, um psicopata com cara e comportamento de mocinho, que carregava em si um desejo instintivo de matar e que só foi canalizado para um ‘bem maior’ por conta de um código de conduta seguido pela honra, se é que psicopatas tem honra. Foi uma viagem de altos e baixos agradável de ser acompanhada, mesmo em seus momentos de menor tensão, que já deixou saudades.
Nosso anti-herói enfrentou inúmeros desafios durante todo este tempo, dentro e fora da série. As quatro primeiras temporadas foram deliciosas de se ver, tivemos o Ice Truck Killer, seu próprio irmão; a sedutora e incendiária Lila West; o homem da lei Miguel Prado que acabou na mesa de Dexter antes do fim da terceira temporada; Arthur Mitchell, o grande Trinity, vilão marcante da série que conseguiu levar Dexter ao extremo e ainda tirou dele alguém insubstituível. A partir daí os desafios começam a decair com o Chase, o fraquíssimo Chase; o maluco do Travis Marschall, o fanático religioso conhecido como The Doomsday Killer; e Isaak Sirko, aqueeele da sétima temporada a qual só é lembrada por causa da Hannah. Vimos uma série se sustentar pelo carisma de seu protagonista e a competência de sua companheira de tela, apesar das falhas de roteiro.
Pois bem, o fim desta saga se deu no último domingo, dia 22 de setembro de 2013. Uma data marcada pelo luto. Luto pelo fim da série, luto pela morte dos personagens, luto pelo encerramento de uma relação que durou 8 anos. As opiniões se dividem, mas o sentimento de perda é o mesmo.
Enfim, tivemos o último capítulo desta última temporada de Dexter. Juro que dei tooodas as chances possíveis a esta temporada na esperança de um final a altura da mitologia criada pela série. Neste último episódio tivemos o desfecho de toda essa história de neurocirurgião, fuga para Argentina, vida nova, cura e tudo mais. Na verdade, foi um episódio praticamente sem ação, mas com uma carga psicológica muito grande. A filosofia contida em cada diálogo, cada tomada foi levando os fãs, que formavam homogeneamente um grupo descontente com os rumos da temporada final, a se dividirem entre os que odiaram, os que amaram e os satisfeitos.
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Dexter recebe um telefonema a cerca do quadro clínico de Debra que foi baleada, neste momento ele decide voltar e terminar o que começou. Deb parece ótima após a cirurgia, é aquele momento em que a despedida definitiva está na cara mas ninguém quer ver. Achei óbvio porque era justamente isso que eu queria para Debra. Entende-se agora o porquê daquela agonia toda em reaproximar ela de Quinn, para que o plot tivesse uma carga dramática maior e fosse mais doloroso dizer adeus. Vale mencionar que as lembranças do nascimento de Harrison nos leva a dar de cara com aquele serial killer com rostinho de anjo e frases de duplo sentido que nós aprendemos a amar a muito tempo atrás, foi bom.
Enquanto isso a irrelevante Hannah consegue uma rota alternativa para chegar à Argentina levando o Harrison consigo, mas dá de cara com o idiota do Elway dentro do ônibus. Claro que Hannah dá um jeitinho rápido de se livrar dele e agradecemos por não perdermos mais tempo com ela.
O encontro com o neurocirurgião é também conduzido de forma rápida e definitiva. O meu desagrado é pelo desfecho deste plot. Lógico que o personagem já tinha se esgotado e seu fim foi mais que merecido, mas a cena de sua morte me decepcionou por motivos que nem sei explicar direito. Tinha realmente que ser degradante como uma canetada na jugular e uma morte sem muito alarido, até porque o personagem não merece, mas a encenação de autodefesa não me agradou. Eu sei que o instinto dele é se safar sempre, mas esperei uma digna confissão. Por outro lado, se ele tivesse confessado não teríamos a conclusão preparada com todo ‘carinho’ pelos roteiristas.
A bomba do episódio é Debra Morgan em seu estado vegetativo devido a complicações pós-cirurgia. Com danos irreversíveis, ela não tem chances de recuperação. Vemos em mais um flashback o diálogo título do episódio. Não se lembra dos monstros? Mais uma cena que impõe uma carga emocional, mais uma tentativa dos roteiristas de envolver os fãs no drama do desfecho. Dexter, em sua visão distorcida, decide dar a irmã o que ela pediria se soubesse o que lhe aconteceria. É bem provável que ela preferisse a morte a viver naquele estado, então ele desliga os aparelhos e assiste sua morte com a devida frieza esperada do novo Dexter. Seus pensamentos são previsíveis para quem conhece a personalidade do serial killer e nos deparamos com Dexter, o Slice of Life, o corpo de Deb, o mar e a tempestade. Um adeus sem palavras, o corpo de Deb afunda no oceano e ele parte ao encontro do furacão. Que final filosoficamente perfeito para um psicopata ‘curado’ que, na sacada de seu apartamento, conversando consigo mesmo disse: “Por muito tempo, tudo o que eu queria era ser como as outras pessoas, sentir o que elas sentiam. Mas agora que sinto, só quero que pare.”
Mas não. Quando os fãs se preparam para chorar a morte dele, damos de cara com um Dexter a la Clark Kent em Man of Steel transportando toras de madeira e vivendo no anonimato de um instinto recém despertado.
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Não foi desagradável, foi no mínimo irrelevante e desnecessário. Vimos o fim da série sobre o seria killer de fala mansa e carinha de anjo na quarta temporada. A partir daí acompanhamos o desenvolver de uma série mutante que teve a series finale que merecia. Digo ainda que nem a morte da Deb deu o impacto que a temporada precisava para se tornar inesquecível. Na verdade, eu particularmente torcia pela morte dela. Concordo com a visão da Jennifer Carpenter quanto a não conseguir viver com sua própria consciência.
Depois de tudo, Hannah, uma personagem surpreendentemente complexa na sétima temporada é despersonalizada e preparada a temporada todinha para ser uma mãe adotiva, na ‘maldita’ Argentina e as pessoas de Miami vão viver suas vidas alheias.
Não me decepcionei com a series finale em si, fiquei até satisfeita. Meu descontentamento é com toda a temporada porque achei que seria a temporada do julgamento, que Dexter iria enfrentar a descoberta de todos os seus delitos. Seria justiça ou morte, dentro de uma trama bem escrita e desenvolvida, mas surpreendentemente não há consequências ‘legais’ para Dexter. E todas as regras quebradas e todos os corpos que ele desovou no mar? E sobre todas as pessoas que ele machucou? Não existe resposta para essas questões, apenas um fim filosófico para uma temporada fraca, ao menos o serial killer passa a viver sozinho com seus arrependimentos, ou não.
Obrigada por ter acompanhado minhas reviews. Meu trabalho termina com a série e tenho os olhos marejados de emoção, espero a oportunidade de voltar a escrever sobre uma série tão mitológica e amada como Dexter.
24 de setembro de 2013 em Manicômio Séries


Dexter | Review – 8×11: Monkey in a Box

Dexter-8x11(Harry) – Não parece com o Dexter antigo. (Dexter) – Talvez eu não seja mais o Dexter antigo.
Alguém aí tem alguma dúvida de que este Dexter de fato não é o Dexter de antigamente? Se a intenção dos escritores era humanizar o psicopata, torna-lo um cara de família, todo sentimental, fizeram um bom trabalho, mas acabaram com o personagem. Está bem claro que os roteiristas de Dexter não são inteligentes o suficiente para explorar mais nuances da personalidade de um psicopata serial killer então resolveram curá-lo. Um absurdo.
A morte de Vogel foi o ponto de partida deste penúltimo episódio da série. Dexter se vê limpando tudo o que o ligue aos estudos dela e “arrumando” de certa forma, a cena do crime para poder chamar a polícia e reportar o assassinato. Ele está de partida e, mais uma vez, se vê envolvido na morte de alguém próximo. Para a importância e suposições dos fãs, esse fim da Vogel foi até frustrante, já que ficamos apenas com o superficial da personalidade da personagem. Eu bem sei que essas questões deveriam ter sido melhor exploradas antes, não agora, onde muitas perguntas precisam de resposta para que o final seja pelo menos coerente.
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A cara de pau do Saxon/Daniel em procurar a polícia e fazer a proposta indecente a Dexter de esquecê-lo em troca da segurança das pessoas mais próximas foi o ponto alto do episódio, ele só não contava com a coleta do DNA que o deixou na mira da polícia por seu parentesco com a Vogel. Mesmo com algumas falhinhas de execução, as cenas de embates entre Dexter e Saxon foram deliciosas de se ver, e, não sei se aconteceu com mais alguém, mas eu senti nitidamente a diferença entre um psicopata nato e um construído, coisa que eu já tinha sentido em algum momento do passado.
Sem detalhar muito, o que vimos foi um emaranhado de acontecimentos bisonhos, com o cara do FBI e o Elway investigando Deb, que ajudou Hannah a ir para um hotel e decide passar a última noite com o irmão. Dexter consegue prender o Saxon com a ajuda de Deb e o leva para o hospital desativado onde ele cortava os crânios de suas vítimas. Neste ponto vemos o que os roteiristas fizeram com Dexter. Ele não deseja mais matar, está “curado” e decide entregar Saxon para a polícia. Alguém me explica essa cura de Dexter? Isso é para justificar as mudanças que ocorreram no personagem durante os anos? Que sem graça – Eu nem queria estar aqui, sinto uma motivação diferente. Ahhh, por favor, não vou nem comentar …
É claro que não acaba assim. Vem aquele agente do FBI que, surpreendentemente não reconhece o Saxon e o solta levando uma facada no peito. Esse cara merece meu troféu joinha, nunca vi ser tão lerdo das ideias. Quem se dá muito mal é a Debra, perde o Saxon de custódia e ainda leva um tiro.
O que esperar do último episódio? Vou guardar minhas suposições, mas acho que o óbvio vai prevalecer, e se Dexter realmente for para a Argentina como um psicopata curado, vou chorar de desgosto.
E você, dê sua opinião, ela é muito importante!
Até a series finale pessoal.
Obs:
  • Deu uma dorzinha no coração ver a cena da venda do barco.
  • A Debra achando o anel de noivado que o Quinn comprou para ela em outros tempos foi meio que forçar a barra, não foi?
  • A mulher do Miguel apareceu como corretora de Dexter. Quem lembra do Miguel?
    em Manicômio Séries


Dexter | Review – 8×10: GoodBye Miami

Dexter-8x10Argentina, Argentina, óh Argentina. Tem coisa mais chata nesta temporada do que essa história de Argentina? Digo para vocês. NÃO! Este episódio pra lá de morno, diria até que foi frio, sem motivação, insosso e extremamente moroso, eu assisti com uma obrigação tremenda, porque foi difícil terminar, mesmo com a morte bombástica, mas nem tanto assim do final. Um RIP bem merecido para a tão inteligente (sqn) Dr. Vogel. Conversinha sem graça essa de ajudar, ajudar e blá blá blá deu nisso aí, um belo de um corte profundo no pescocinho delicado.
O vilão temido da temporada (leia-se com muita ironia, tá?), Saxon/Daniel, revelou-se um mal resolvido com dor de cotovelo porque a mamãe demonstrava preferências para com o outro filho, o Robert, aí ele foi lá e matou o guri. Depois de sua internação e fake death, ele saiu por aí matando adoidado e estudando as reações das pessoas. Já era de se esperar não é? Afinal ele é um psicopata. E está se saindo bem melhor do que o molenga do Dexter apaixonadinho. Nunca pensei, em 8 anos, que chegaria a dizer isso, um absurdo! Dá vontade até de rir quando vejo as cenas ridículas com a Hannah e aquela conversa chatíssima de Argentina.
Apareceu uma cena criminal neste episódio, só para Dexter filosofar que sempre existiriam cenas assim, mortes, sangue e tals, mas ele não estaria mais ali para tirar suas fotos. Estaria onde? Na Argentina com a Hannah e o Harison recomeçando a vida… Que chato.
O Quinn terminou com a Jamie que culpa a Deb que voltou pra polícia e beijou o Quinn. Desde quando a Deb ainda gosta do Quinn? Gente, e eu que pensei em uma morte bem digna para ela. Assim, deixa eu me explicar. Desde o início desta última e decepcionante temporada eu especulava um conflito Deb/Dex até o fim, com as consequências mais dolorosas possíveis, nada comparado a isto que estamos tentando acompanhar. A cena da Deb com o Quinn deu ares de ‘the end with love’, como se ela precisa estar com alguém porque seu irmão e sobrinho estão indo embora. Para onde? kkkk
A Hannah está uma chatice como esposinha dona de casa, mas pior que ela é o teimosinho do Harison. O moleque teima, se corta e é levado para o hospital por Hannah que se expôs e foi reconhecida. A única coisa que me agradou foi o cara do FBI ter entendido algumas coisas e ficado com a pulga atrás da orelha. Ele só não pega a Hannah agora se não quiser.
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O pior de tudo foi ver o Dexter preparando a sala com todo aquele plástico, colando as fotos, arrumando as facas mas falando abobrinhas com o Harry pai-fantasma. – Eu mudei muito, sinto-me como uma pessoa diferente do que da última vez que estive aqui. Mudou mesmo. O Dexter psicopata, aquele que o mundo acompanha sumiu tem um tempinho considerável, e faz muita falta.
Dr. Vogel se convenceu rápido demais a entregar seu filho para Dexter. Sei lá, achei estranho porque, mesmo ele sendo psicopata assassino de inocentes ou não, ela defendia com muita veemência a ideia de ajuda-lo afinal ele era seu filho. Aí Dexter mostrou a filmagem de Saxon/Daniel matando o Zach, logo o Zach, outro psicopata que já havia matado pelo menos uma pessoa inocente e Dr. Vogel ficou horrorizada, se comoveu e concordou em entregar o filho. Mas tudo deu errado por burrice dela mesma que, em vez de seguir os conselhos de Dexter de marcar um encontro em público, ela queria ele em casa, para se despedir e ainda demonstrou um nervosismo compreensível, já que estaria vendo seu filho pela última vez, de um jeito ou de outro.
Difícil dissertar a cerca do pior episódio da temporada. Estamos beirando o fim, esperando apenas mais 2 episódios e a decepção é clara, em mim e em muitos fãs viciados e fanáticos pela série. O fim disso tudo tem que ser muito bom, tem que ser bombástico para tentar compensar todos os erros lamentáveis cometidos nesta última temporada que, diga-se de passagem, começou até boa e apresentou episódios ótimos, mas vem ladeira abaixo atropelando as expectativas dos fãs.
E você, o que achou?
Até semana que vem pessoal!
11 de setembro de 2013 em Manicômio Séries


Dexter | Review – 8×09: Make Your Own

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“As coisas não são tão óbvias assim” foi a frase com que eu comecei a review da semana passada e, só para queimar minha língua, Dexter nos entrega um episódio que não podia ser mais óbvio. Do início ao fim, “Make Your Own Kind Of Music” desenvolveu a história do neurocirurgião de forma tão previsível que deu foi agonia, e, ainda atirou-nos na cara o clichê de que o serial killer era o filho psicodoido da Vogel. Com toda minha ironia eu disse: Nããão digaaa! No fim do episódio passado, lembro bem que fiquei satisfeita com o pensamento de que o cara era um serial killer inteligente e um verdadeiro desafio para Dexter, pode até ser o namorado da Cassie, mas não vai ser descoberto tão cedo e ainda vai dar muito trabalho. Sei…
Dexter foi examinar o estúdio de Zach atrás de alguma pista de seu assassinato com Dr. Vogel. Cena tão sem graça, com questionamentos e conclusões repetidas que lembrou os primeiros episódios. Daí, ele acha cabelinhos presos embaixo da mesa, ok. Mas a dedução de que o Zach, com toda sua frieza, colocou lá com o próprio sangue e que o neurocirurgião limpou tudo depois e não viu, é meio furada, mas tá valendo. Aí o Dex vai examinar e acha compatibilidade de parentesco com Dr. Vogel! NOSSA, por essa eu nã… quer dizer, esperava sim, já que estava na cara o fascínio dela por psicopatas e só podia ser por proximidade vivenciada.
Dexter
Dexter junta os pauzinhos, envelhece a foto, lembra do namorado da falecida Cassie e: Bum, é ele, o Oliver Saxon (Darri Ingolfsson)  é o pequeno Daniel Vogel que forjou a própria morte quando criança e só resolveu dar as caras agora, na última temporada de Dexter, quase 30 anos depois de sua fake morte. Bem lógico que ele roubou a identidade de algum morto (mais um clichê atirado na nossa cara), se achegou de mansinho e agora conhece todo mundo da história.
A Hannah caiu nas graças do FBI e está sendo procurada em Miami. O cara que foi conversar com Dexter engoliu a historinha de que ele não a viu e ainda ofereceu proteção policial, mas, depois de ter encontrado ele na casa da Hannah´s BFF Arlene (Nicole Laliberte) que guardou seu dinheiro e seu segredo (só quem não lembrou da Amanda de Revenge foi quem nunca assistiu Revenge) dizendo ser o namorado que ajudou a estar numa casa melhor e ter uma vidinha mais ou menos, aí fica difícil não é? Pois é. Ele ainda disse: Você sabe escolher hein?!
Por causa disso Hannah fica sem ter para onde ir, onde escondê-la? Na casa de Debra Morgan, lógico, sua cunhadinha que a odeia com todas as suas forças. Falando em Debra, foi bom vê-la novamente no dilema de querer fazer o certo, o que gosta, mas ter a certeza de que sempre daria de cara com alguma sujeira do irmão, demonstra que ela não se tornou tão insensível assim. A jogada dela com o Quinn de tirar o foco do Zach foi um tiro de pura intuição, e acertou em cheio. Deu saudade de vê-la na polícia com toda aquela empolgação e sua boca desenfreada.
Quando Dr. Vogel descobre que é realmente o Danizinho claro que ela quer o filho de volta, aí Dexter resolve mentir dizendo que vai ajudar ela a interna-lo e tals. Por fim vemos o maior clichê de todo o episódio. Dexter dopa a Vogel, vai ao encontro do Olie, é enganado por ele que, por sua vez, volta para o colo da mamãe que engana Dexter. Uau.
Faltam apenas 3 episódios para o fim e a promo promete, como sempre. Nem vou mais expressar minhas opiniões sobre o futuro, vamos esperar porque li por aí que os roteiristas já advertiram que nem todo mundo vai gostar do final da série. Aliás, vou dizer sim, só vislumbro que, na pior das hipóteses, o fim seja Dexter, Hannah e Harrison na Argentina. Ninguém merece.
Até o próximo episódio pessoal!
28 de agosto de 2013 em Manicômio Séries