quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Person Of Interest | Review – 3×05: Razgovor

Person-Of-Interest-3x05Depois de um episódio pra lá de interessante como o da semana passada, fui tentada a achar que estaria assistindo um mais calmo essa semana. Vendo a promo e algunsspoilers por aí, minha mente se deteve apenas num desenvolvimento envolvendo a Carter e o novato Laskey. Mas que engano feliz, este foi o melhor episódio de Person Of Interest que já assisti. Ele foi tão perfeito, tão envolvente, tão delicioso que terminei de ver em estado de pura euforia. Entre o desenvolvimento do caso da semana, a investigação da Carter e a introdução da viagem pela história da Shaw foram muitos tiros, descobertas, socos, pontapés e gritos de alegria – estes foram meus. Mas para revisar tudo o que aconteceu, vamos por partes, e ainda vai parecer superficial, porque foram muitas informações e emoções para um episódio só.
Tivemos a história da russinha Gen, uma menina bem articulada que veio da Rússia para morar com o avô depois que sua mãe foi presa por protestos políticos. Ela tem a mania de tirar fotos e grampear telefones com a desculpa que está treinando para ser espiã e está vivendo com um primo mala após a morte do avô. O caso é que a Gen acabou gravando, com suas escutas e grampos, umas conversas sinistras entre traficantes locais e pessoas importantes. Seu ‘QG’ foi descoberto e ela agora corre perigo. O time machine entra em ação para proteger Gen, mas a Shaw e o Reese levam uma bailada dos bandidos e acabam perdendo a menina de vista.
Enquanto Reese, Finch e Shaw procuram pela Gen, Carter se vê naquela de monitorar os movimentos dos corruptos da HR, sempre com o pé no saco na cola. Aquele mané me dá nos nervos. Depois do vai e vem dos dois plots em questão, qual não é a surpresa ao darmos de cara com a junção dos mesmos. A HR está envolvida com o traficante grampeado pela Gen e mais que isso, ela é responsável pela produção da droga em questão. Eles mantem a menina presa enquanto tentam se apossar das fitas gravadas que agora estão com Finch.
Como tudo não acontece de uma vez, entre o rodízio de plots HR/caso-da-semana, surpreendentemente tivemos um pouquinho da história da Shaw. Acompanhamos o resgate em 1993 de uma garotinha chamada Sameen sobrevivente de um acidente automobilístico. A garota saiu ilesa de um carro capotado em chamas. É aquela hora que você olha o rosto sem expressões da atriz mirim é fica na cara que é a Shaw. Ela ficou presa nas ferragens, foi resgatada por um bombeiro super legal, que teve uma preocupação enorme em procurar as palavras corretas para dar a notícia do falecimento de seu pai. Mas a reação da criatura é de assustar, ela não expressa sentimento algum e ainda pede um sanduíche porque está com fome. Podemos concluir que o distúrbio comportamental dela existe de muito antes, ou de sempre. Shaw não sente medo, tristeza, felicidade ou solidão, ela só sente raiva, muita raiva. Na real? Pra mim nem importa muito já que, como já falei antes, ela é a doida do lado certo, é praticante do bem, então tá ótimo.
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A Shaw desobedece a um monte de ordens do Finch mas consegue resgatar a russinha. O Reese, apesar de sua importância e momentos essenciais, apareceu menos, tudo para dar destaque à cena mais extasiante de todas. Sintam-se livres para discordar, mas a Carter e o Laskey no bar foram o clímax do episódio e me arrancaram gritos de alegria. Aquele fedelhinho chato avisou o agente Simmons – safadão da HR, que o Reese estaria indo encontra-lo e depois tentou tirar a Carter da jogada só para John não ter cobertura. A desculpinha é que precisava de conselhos sobre uns problemas com um colega de trabalho. Seu barato foi logo cortado com uma Carter badass colocando aquele pivete no seu devido lugar. Ela sabia do envolvimento do Laskey com a HR, de seus relatórios de vigilância e trabalho sujo. O dono do bar onde foi o encontro, um ex-militar também corrupto deveria ser o apoio, mas é alvejado pela Carter com a arma do próprio guri, que coisa linda, nem tenho palavras. Depois de querer dar uma de durão, ele ouviu poucas e boas e, agora vai prestar serviços pra ela. Foi simplesmente emocionante.
O momento cute do episódio vem da despedida entre Shaw e Gen, quando esta é levada para um colégio interno. Gen lhe dá a medalha que foi de seu avô e diz que entende como ela é diferente. Que parece não haver sentimentos, mas eles estão lá sim, só que em volume baixo. O abraço engraçado e a despedida embaraçosa deixam mais que comprovado que a menina tem razão.
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Enfim, quando pensamos que o episódio já deu o que tinha que dar, a Root aparece sequestrando a Shaw. Essa machine tem muito o que me explicar por essa ajuda incompreensível que ela dá a Root, me sinto tão traída! Mas essas são cenas do próximo capítulo.
Sinta-se livre pra comentar, discordar, concordar e deixar sua opinião. Até o próximo episódio pessoal.
24 de outubro de 2013 em Manicômio Séries

Person of Interest | Review – 3×04: Reasonable Doubt

Person-Of-Interest-3x04-I“Neste momento somos o seu juiz e júri.”
Reasonable Doubt foi o episódio apresentado por Person Of Interest essa semana. Foram 42 minutos surpreendentes que trouxeram mais reviravoltas do que muitos filmes de espionagem com duração de 2 horas onde o time machine desvendou mais um enigma: victim or perpetrator?
O caso da semana nos traz o CPF de uma promotora, Dr. Vanessa Watkins que, a princípio, ligou para a guarda costeira porque viu o corpo do seu marido, o advogado de defesa Jeremy Watkins, boiando ao cair do seu iate. Após uma investigação mais detalhada, as evidências apontam para assassinato e Vanessa é a principal suspeita. Seguindo a mesma premissa do episódio passado, acompanhamos a trama sem saber ao certo se Vanessa é vítima ou criminosa. Mesmo cometendo pequenos delitos, a dúvida é se ela está fazendo tudo para provar sua inocência ou para cobrir seus rastros. Enquanto vemos todo o departamento de polícia numa caçada comandada pelo detetive Camerom, um desafeto do casal em questão, somos conduzidos até os últimos instantes do episódio para só então descobrirmos toda a verdade.
O que está me irritando em Person Of Interest ultimamente é o rumo que o plot da Carter vem tomando. Não que não seja importante para a trama, muito pelo contrário, mas me deixa nervosa saber que ela foi rebaixada e agora anda de fardinha com um chato nos calcanhares. Ela é muito competente e merecia outro destino, mas, enfim. A cena em que ela se encontra com Reese para conversarem sobre o caso e aquele guardinha azucrinante aparece bem na esquina de forma suspeita deixando Carter sem reação foi irritante. Bem evidente que o cara vem como um pau mandado da HR para vigia-la.
A Shaw é aquela pessoa que pode entrar em qualquer situação de disfarce, mas seus olhos não mentem, ela é totalmente psicótica. A melhor cena do episódio foi quando ela joga na cara da Nicole, suposta melhor amiga de Vanessa, o seu caso com o Jeremy e a acusação de Vanessa tê-lo matado, tudo isso engatilhando uma pistola, tomando uma taça de Chardonnay e discutindo o assunto do livro numa reunião do clube do livro com as riquinhas pseudo-intelectuais. A desenvoltura e naturalidade da Shaw me lembram daqueles filmes de suspense psicológico onde o maluco sempre tortura as vítimas antes de ser capturado ou morto. Só que dessa vez a doida da vez está do lado certo. Plot realmente muito bom.
A reviravolta do episódio se dá de forma progressiva, mas não imprevisível já que o corpo do moço nunca foi encontrado. Para quem assiste muitas séries e filmes, esse negócio de forjar a própria morte já foi explorado muitas vezes e isso tira o elemento surpresa, certo? Errado! No fim das contas, a Vanessa e o Jeremy estavam juntos na fake dead, mas o  que ela não sabia é que ele já tinha planejado incriminá-la como também não fazia ideia do caso que ele tinha com sua melhor amiga. Com um enredo tão bem escrito e amarradinho, nos deparamos com uma esposa aparentemente inocente mas com um assassinato premeditado prestes a realizar.
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Após enganar o pequeno julgamento do time machine, Vanessa vai ao encontro de seu marido para colocar seu plano final em prática quando Reese aparece. Ele se vê naquela situação confusa na qual um enganou o outro que juntos planejaram enganar todo mundo e decide deixar a situação se resolver por si mesma. Retira uma arma do suit, limpa com um lenço, a deixa em cima da mesinha e sai com a frase: – “Estou no ramo de impedir coisas ruins de acontecerem. Não sei se o que está prestes a acontecer é uma coisa ruim”. Não sabemos o que aconteceu mas a atitude do Reese vai dar muito assunto a ser discutido com o Finch.
Pode ter sido ultrajante e absurdo, mas eu gostei demais do encerramento. Quando percebemos todos os detalhes, nosso senso de justiça se confunde com vingança e não damos a mínima em salvar o casal criminoso. Eu não sei o que a atitude do Reese significa para ele, mas acrescenta outra dimensão à sua personalidade. Como o personagem principal da série tivemos sua história dissecada nas duas primeiras temporadas e um Reese Law & Order sendo desenvolvido nesta. Desconfio que seu personagem terá um up a partir dessa última decisão.
Episódio muito bom, como sempre, você não acha? Deixe sua opinião.
18 de outubro de 2013 em Manicômio Séries


Person of Interest | Review – 3×03: Lady Killer

Person Of Interest - 3x03Em um episódio meio atípico, Person Of Interest nos apresentou mais um caso da semana com pitadas de humor, suspense e um desfecho para o plot da Root naquele hospital, tudo assim, bem simples, mas nem tanto. É lindo de se ver envolvida numa história tão bem escrita e progressiva como esta, e agora com um pouquinho de humor, já que a Shaw e o Reese estão de provocação um com o outro – humm, sei não. Antes de mais nada quero comunicar aos fãs da série que a partir de agora estarei revisando os episódios com vocês, nossa querida Dani que fazia com muito carinho e competência as reviews me repassou e eu agradeço muitíssimo mesmo porque sou fã da série. Pois bem, vamos lá.
O caso da semana traz um possível perseguidor de mulheres cujo o CPF apareceu na ‘machine’ e a equipe não sabe se ele é vítima ou criminoso, como sempre, mas dessa vez nós também somos conduzidos pela dúvida até mais da metade do episódio. Lembro-me de alguns casos da primeira temporada que também foram assim. Esse cara, o Iam (Warren Kole – Roderick em The Following) era na verdade um pesquisador, como ele se autodenomina, um verdadeiro mulherengo conquistador que se dedica a descobrir o que satisfaz as mulheres e lhe dar a vantagem da antecipação. O playboy camaleão descobre que é pai de um garoto de família rica cuja mãe era sua namorada na época de faculdade. Após a morte de Danna, seu pai queria ver o Iam morto para não reivindicar a guarda do menino que é herdeiro de uma fortuna.
O que mais agradou na resolução do caso da semana foi ver as mulheres em ação. Shaw, Carter e a Zoe, a querida Zoe que aparece de vez enquanto para ajudar seu antigo afair, o Reese e o Harold, vão à caçada na boate, vestidas para matar com a intenção de atrair a atenção do playboy. O plot gira em torno da resolução do caso do Iam e seu filho enquanto vemos a Shaw e o Reese entre farpas e olhares em um possível futuro envolvimento. Sinto que os roteiristas sempre a mostraram como uma sociopata funcional, fria, raivosa e tals, mas nesse episódio eles exploraram o carinho que ela tem com o Bear, deixando clara a intenção de apresentar um lado meigo e sensível dela. Mesmo assim, não sei se shipar os dois seria uma boa ideia para a série.
Enquanto isso temos a progressão do plot da Root no hospital. Ela anda com um celular sem operadora por aí conversando com as câmeras de vigilância e as máquinas, quem acreditaria na sanidade desta mulher? O seu psiquiatra continua com a terapia mesmo depois do último encontro apavorante, onde ela contou segredos de sua intimidade. Ele, enfim, presencia o que Root é capaz de fazer e encara de forma assustadora que ela não é tão maluca assim. Agora a Root está solta, deixando Reese e Finch preocupados com sua certa interferência, já que também recebe a ajuda da máquina.
Depois de 40 minutos imperceptíveis, vemos mais um bom episódio que só reafirma o quanto a série está no auge apesar das mudanças de horário e preocupação com sua audiência. Espero eu que esses fatores não venham colocar em risco uma das melhores séries no ar na atualidade.
E você, o que achou do episódio dessa semana? Dê sua opinião, ela é muito importante!
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Dexter | Review – 8×12: Remember The Monsters? (Series Finale)

Dexter - 8x12Há 8 anos nos foi apresentado um personagem intrigante. A premissa era de um cara com impulsos de psicopatia grave, um serial killer, lutando para se encaixar num perfil de normalidade. Com um roteiro bem escrito, dirigido com uma visão surpreendente e uma interpretação impecável, foi uma aposta alta que deu certo, porque não havia nada parecido no showtime na época. A fascinação veio não somente por explorar a mente de um serial killer, mas também por nos trazer um anti-herói como carro chefe de uma série, um psicopata com cara e comportamento de mocinho, que carregava em si um desejo instintivo de matar e que só foi canalizado para um ‘bem maior’ por conta de um código de conduta seguido pela honra, se é que psicopatas tem honra. Foi uma viagem de altos e baixos agradável de ser acompanhada, mesmo em seus momentos de menor tensão, que já deixou saudades.
Nosso anti-herói enfrentou inúmeros desafios durante todo este tempo, dentro e fora da série. As quatro primeiras temporadas foram deliciosas de se ver, tivemos o Ice Truck Killer, seu próprio irmão; a sedutora e incendiária Lila West; o homem da lei Miguel Prado que acabou na mesa de Dexter antes do fim da terceira temporada; Arthur Mitchell, o grande Trinity, vilão marcante da série que conseguiu levar Dexter ao extremo e ainda tirou dele alguém insubstituível. A partir daí os desafios começam a decair com o Chase, o fraquíssimo Chase; o maluco do Travis Marschall, o fanático religioso conhecido como The Doomsday Killer; e Isaak Sirko, aqueeele da sétima temporada a qual só é lembrada por causa da Hannah. Vimos uma série se sustentar pelo carisma de seu protagonista e a competência de sua companheira de tela, apesar das falhas de roteiro.
Pois bem, o fim desta saga se deu no último domingo, dia 22 de setembro de 2013. Uma data marcada pelo luto. Luto pelo fim da série, luto pela morte dos personagens, luto pelo encerramento de uma relação que durou 8 anos. As opiniões se dividem, mas o sentimento de perda é o mesmo.
Enfim, tivemos o último capítulo desta última temporada de Dexter. Juro que dei tooodas as chances possíveis a esta temporada na esperança de um final a altura da mitologia criada pela série. Neste último episódio tivemos o desfecho de toda essa história de neurocirurgião, fuga para Argentina, vida nova, cura e tudo mais. Na verdade, foi um episódio praticamente sem ação, mas com uma carga psicológica muito grande. A filosofia contida em cada diálogo, cada tomada foi levando os fãs, que formavam homogeneamente um grupo descontente com os rumos da temporada final, a se dividirem entre os que odiaram, os que amaram e os satisfeitos.
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Dexter recebe um telefonema a cerca do quadro clínico de Debra que foi baleada, neste momento ele decide voltar e terminar o que começou. Deb parece ótima após a cirurgia, é aquele momento em que a despedida definitiva está na cara mas ninguém quer ver. Achei óbvio porque era justamente isso que eu queria para Debra. Entende-se agora o porquê daquela agonia toda em reaproximar ela de Quinn, para que o plot tivesse uma carga dramática maior e fosse mais doloroso dizer adeus. Vale mencionar que as lembranças do nascimento de Harrison nos leva a dar de cara com aquele serial killer com rostinho de anjo e frases de duplo sentido que nós aprendemos a amar a muito tempo atrás, foi bom.
Enquanto isso a irrelevante Hannah consegue uma rota alternativa para chegar à Argentina levando o Harrison consigo, mas dá de cara com o idiota do Elway dentro do ônibus. Claro que Hannah dá um jeitinho rápido de se livrar dele e agradecemos por não perdermos mais tempo com ela.
O encontro com o neurocirurgião é também conduzido de forma rápida e definitiva. O meu desagrado é pelo desfecho deste plot. Lógico que o personagem já tinha se esgotado e seu fim foi mais que merecido, mas a cena de sua morte me decepcionou por motivos que nem sei explicar direito. Tinha realmente que ser degradante como uma canetada na jugular e uma morte sem muito alarido, até porque o personagem não merece, mas a encenação de autodefesa não me agradou. Eu sei que o instinto dele é se safar sempre, mas esperei uma digna confissão. Por outro lado, se ele tivesse confessado não teríamos a conclusão preparada com todo ‘carinho’ pelos roteiristas.
A bomba do episódio é Debra Morgan em seu estado vegetativo devido a complicações pós-cirurgia. Com danos irreversíveis, ela não tem chances de recuperação. Vemos em mais um flashback o diálogo título do episódio. Não se lembra dos monstros? Mais uma cena que impõe uma carga emocional, mais uma tentativa dos roteiristas de envolver os fãs no drama do desfecho. Dexter, em sua visão distorcida, decide dar a irmã o que ela pediria se soubesse o que lhe aconteceria. É bem provável que ela preferisse a morte a viver naquele estado, então ele desliga os aparelhos e assiste sua morte com a devida frieza esperada do novo Dexter. Seus pensamentos são previsíveis para quem conhece a personalidade do serial killer e nos deparamos com Dexter, o Slice of Life, o corpo de Deb, o mar e a tempestade. Um adeus sem palavras, o corpo de Deb afunda no oceano e ele parte ao encontro do furacão. Que final filosoficamente perfeito para um psicopata ‘curado’ que, na sacada de seu apartamento, conversando consigo mesmo disse: “Por muito tempo, tudo o que eu queria era ser como as outras pessoas, sentir o que elas sentiam. Mas agora que sinto, só quero que pare.”
Mas não. Quando os fãs se preparam para chorar a morte dele, damos de cara com um Dexter a la Clark Kent em Man of Steel transportando toras de madeira e vivendo no anonimato de um instinto recém despertado.
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Não foi desagradável, foi no mínimo irrelevante e desnecessário. Vimos o fim da série sobre o seria killer de fala mansa e carinha de anjo na quarta temporada. A partir daí acompanhamos o desenvolver de uma série mutante que teve a series finale que merecia. Digo ainda que nem a morte da Deb deu o impacto que a temporada precisava para se tornar inesquecível. Na verdade, eu particularmente torcia pela morte dela. Concordo com a visão da Jennifer Carpenter quanto a não conseguir viver com sua própria consciência.
Depois de tudo, Hannah, uma personagem surpreendentemente complexa na sétima temporada é despersonalizada e preparada a temporada todinha para ser uma mãe adotiva, na ‘maldita’ Argentina e as pessoas de Miami vão viver suas vidas alheias.
Não me decepcionei com a series finale em si, fiquei até satisfeita. Meu descontentamento é com toda a temporada porque achei que seria a temporada do julgamento, que Dexter iria enfrentar a descoberta de todos os seus delitos. Seria justiça ou morte, dentro de uma trama bem escrita e desenvolvida, mas surpreendentemente não há consequências ‘legais’ para Dexter. E todas as regras quebradas e todos os corpos que ele desovou no mar? E sobre todas as pessoas que ele machucou? Não existe resposta para essas questões, apenas um fim filosófico para uma temporada fraca, ao menos o serial killer passa a viver sozinho com seus arrependimentos, ou não.
Obrigada por ter acompanhado minhas reviews. Meu trabalho termina com a série e tenho os olhos marejados de emoção, espero a oportunidade de voltar a escrever sobre uma série tão mitológica e amada como Dexter.
24 de setembro de 2013 em Manicômio Séries


Dexter | Review – 8×11: Monkey in a Box

Dexter-8x11(Harry) – Não parece com o Dexter antigo. (Dexter) – Talvez eu não seja mais o Dexter antigo.
Alguém aí tem alguma dúvida de que este Dexter de fato não é o Dexter de antigamente? Se a intenção dos escritores era humanizar o psicopata, torna-lo um cara de família, todo sentimental, fizeram um bom trabalho, mas acabaram com o personagem. Está bem claro que os roteiristas de Dexter não são inteligentes o suficiente para explorar mais nuances da personalidade de um psicopata serial killer então resolveram curá-lo. Um absurdo.
A morte de Vogel foi o ponto de partida deste penúltimo episódio da série. Dexter se vê limpando tudo o que o ligue aos estudos dela e “arrumando” de certa forma, a cena do crime para poder chamar a polícia e reportar o assassinato. Ele está de partida e, mais uma vez, se vê envolvido na morte de alguém próximo. Para a importância e suposições dos fãs, esse fim da Vogel foi até frustrante, já que ficamos apenas com o superficial da personalidade da personagem. Eu bem sei que essas questões deveriam ter sido melhor exploradas antes, não agora, onde muitas perguntas precisam de resposta para que o final seja pelo menos coerente.
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A cara de pau do Saxon/Daniel em procurar a polícia e fazer a proposta indecente a Dexter de esquecê-lo em troca da segurança das pessoas mais próximas foi o ponto alto do episódio, ele só não contava com a coleta do DNA que o deixou na mira da polícia por seu parentesco com a Vogel. Mesmo com algumas falhinhas de execução, as cenas de embates entre Dexter e Saxon foram deliciosas de se ver, e, não sei se aconteceu com mais alguém, mas eu senti nitidamente a diferença entre um psicopata nato e um construído, coisa que eu já tinha sentido em algum momento do passado.
Sem detalhar muito, o que vimos foi um emaranhado de acontecimentos bisonhos, com o cara do FBI e o Elway investigando Deb, que ajudou Hannah a ir para um hotel e decide passar a última noite com o irmão. Dexter consegue prender o Saxon com a ajuda de Deb e o leva para o hospital desativado onde ele cortava os crânios de suas vítimas. Neste ponto vemos o que os roteiristas fizeram com Dexter. Ele não deseja mais matar, está “curado” e decide entregar Saxon para a polícia. Alguém me explica essa cura de Dexter? Isso é para justificar as mudanças que ocorreram no personagem durante os anos? Que sem graça – Eu nem queria estar aqui, sinto uma motivação diferente. Ahhh, por favor, não vou nem comentar …
É claro que não acaba assim. Vem aquele agente do FBI que, surpreendentemente não reconhece o Saxon e o solta levando uma facada no peito. Esse cara merece meu troféu joinha, nunca vi ser tão lerdo das ideias. Quem se dá muito mal é a Debra, perde o Saxon de custódia e ainda leva um tiro.
O que esperar do último episódio? Vou guardar minhas suposições, mas acho que o óbvio vai prevalecer, e se Dexter realmente for para a Argentina como um psicopata curado, vou chorar de desgosto.
E você, dê sua opinião, ela é muito importante!
Até a series finale pessoal.
Obs:
  • Deu uma dorzinha no coração ver a cena da venda do barco.
  • A Debra achando o anel de noivado que o Quinn comprou para ela em outros tempos foi meio que forçar a barra, não foi?
  • A mulher do Miguel apareceu como corretora de Dexter. Quem lembra do Miguel?
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Dexter | Review – 8×10: GoodBye Miami

Dexter-8x10Argentina, Argentina, óh Argentina. Tem coisa mais chata nesta temporada do que essa história de Argentina? Digo para vocês. NÃO! Este episódio pra lá de morno, diria até que foi frio, sem motivação, insosso e extremamente moroso, eu assisti com uma obrigação tremenda, porque foi difícil terminar, mesmo com a morte bombástica, mas nem tanto assim do final. Um RIP bem merecido para a tão inteligente (sqn) Dr. Vogel. Conversinha sem graça essa de ajudar, ajudar e blá blá blá deu nisso aí, um belo de um corte profundo no pescocinho delicado.
O vilão temido da temporada (leia-se com muita ironia, tá?), Saxon/Daniel, revelou-se um mal resolvido com dor de cotovelo porque a mamãe demonstrava preferências para com o outro filho, o Robert, aí ele foi lá e matou o guri. Depois de sua internação e fake death, ele saiu por aí matando adoidado e estudando as reações das pessoas. Já era de se esperar não é? Afinal ele é um psicopata. E está se saindo bem melhor do que o molenga do Dexter apaixonadinho. Nunca pensei, em 8 anos, que chegaria a dizer isso, um absurdo! Dá vontade até de rir quando vejo as cenas ridículas com a Hannah e aquela conversa chatíssima de Argentina.
Apareceu uma cena criminal neste episódio, só para Dexter filosofar que sempre existiriam cenas assim, mortes, sangue e tals, mas ele não estaria mais ali para tirar suas fotos. Estaria onde? Na Argentina com a Hannah e o Harison recomeçando a vida… Que chato.
O Quinn terminou com a Jamie que culpa a Deb que voltou pra polícia e beijou o Quinn. Desde quando a Deb ainda gosta do Quinn? Gente, e eu que pensei em uma morte bem digna para ela. Assim, deixa eu me explicar. Desde o início desta última e decepcionante temporada eu especulava um conflito Deb/Dex até o fim, com as consequências mais dolorosas possíveis, nada comparado a isto que estamos tentando acompanhar. A cena da Deb com o Quinn deu ares de ‘the end with love’, como se ela precisa estar com alguém porque seu irmão e sobrinho estão indo embora. Para onde? kkkk
A Hannah está uma chatice como esposinha dona de casa, mas pior que ela é o teimosinho do Harison. O moleque teima, se corta e é levado para o hospital por Hannah que se expôs e foi reconhecida. A única coisa que me agradou foi o cara do FBI ter entendido algumas coisas e ficado com a pulga atrás da orelha. Ele só não pega a Hannah agora se não quiser.
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O pior de tudo foi ver o Dexter preparando a sala com todo aquele plástico, colando as fotos, arrumando as facas mas falando abobrinhas com o Harry pai-fantasma. – Eu mudei muito, sinto-me como uma pessoa diferente do que da última vez que estive aqui. Mudou mesmo. O Dexter psicopata, aquele que o mundo acompanha sumiu tem um tempinho considerável, e faz muita falta.
Dr. Vogel se convenceu rápido demais a entregar seu filho para Dexter. Sei lá, achei estranho porque, mesmo ele sendo psicopata assassino de inocentes ou não, ela defendia com muita veemência a ideia de ajuda-lo afinal ele era seu filho. Aí Dexter mostrou a filmagem de Saxon/Daniel matando o Zach, logo o Zach, outro psicopata que já havia matado pelo menos uma pessoa inocente e Dr. Vogel ficou horrorizada, se comoveu e concordou em entregar o filho. Mas tudo deu errado por burrice dela mesma que, em vez de seguir os conselhos de Dexter de marcar um encontro em público, ela queria ele em casa, para se despedir e ainda demonstrou um nervosismo compreensível, já que estaria vendo seu filho pela última vez, de um jeito ou de outro.
Difícil dissertar a cerca do pior episódio da temporada. Estamos beirando o fim, esperando apenas mais 2 episódios e a decepção é clara, em mim e em muitos fãs viciados e fanáticos pela série. O fim disso tudo tem que ser muito bom, tem que ser bombástico para tentar compensar todos os erros lamentáveis cometidos nesta última temporada que, diga-se de passagem, começou até boa e apresentou episódios ótimos, mas vem ladeira abaixo atropelando as expectativas dos fãs.
E você, o que achou?
Até semana que vem pessoal!
11 de setembro de 2013 em Manicômio Séries


Dexter | Review – 8×09: Make Your Own

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“As coisas não são tão óbvias assim” foi a frase com que eu comecei a review da semana passada e, só para queimar minha língua, Dexter nos entrega um episódio que não podia ser mais óbvio. Do início ao fim, “Make Your Own Kind Of Music” desenvolveu a história do neurocirurgião de forma tão previsível que deu foi agonia, e, ainda atirou-nos na cara o clichê de que o serial killer era o filho psicodoido da Vogel. Com toda minha ironia eu disse: Nããão digaaa! No fim do episódio passado, lembro bem que fiquei satisfeita com o pensamento de que o cara era um serial killer inteligente e um verdadeiro desafio para Dexter, pode até ser o namorado da Cassie, mas não vai ser descoberto tão cedo e ainda vai dar muito trabalho. Sei…
Dexter foi examinar o estúdio de Zach atrás de alguma pista de seu assassinato com Dr. Vogel. Cena tão sem graça, com questionamentos e conclusões repetidas que lembrou os primeiros episódios. Daí, ele acha cabelinhos presos embaixo da mesa, ok. Mas a dedução de que o Zach, com toda sua frieza, colocou lá com o próprio sangue e que o neurocirurgião limpou tudo depois e não viu, é meio furada, mas tá valendo. Aí o Dex vai examinar e acha compatibilidade de parentesco com Dr. Vogel! NOSSA, por essa eu nã… quer dizer, esperava sim, já que estava na cara o fascínio dela por psicopatas e só podia ser por proximidade vivenciada.
Dexter
Dexter junta os pauzinhos, envelhece a foto, lembra do namorado da falecida Cassie e: Bum, é ele, o Oliver Saxon (Darri Ingolfsson)  é o pequeno Daniel Vogel que forjou a própria morte quando criança e só resolveu dar as caras agora, na última temporada de Dexter, quase 30 anos depois de sua fake morte. Bem lógico que ele roubou a identidade de algum morto (mais um clichê atirado na nossa cara), se achegou de mansinho e agora conhece todo mundo da história.
A Hannah caiu nas graças do FBI e está sendo procurada em Miami. O cara que foi conversar com Dexter engoliu a historinha de que ele não a viu e ainda ofereceu proteção policial, mas, depois de ter encontrado ele na casa da Hannah´s BFF Arlene (Nicole Laliberte) que guardou seu dinheiro e seu segredo (só quem não lembrou da Amanda de Revenge foi quem nunca assistiu Revenge) dizendo ser o namorado que ajudou a estar numa casa melhor e ter uma vidinha mais ou menos, aí fica difícil não é? Pois é. Ele ainda disse: Você sabe escolher hein?!
Por causa disso Hannah fica sem ter para onde ir, onde escondê-la? Na casa de Debra Morgan, lógico, sua cunhadinha que a odeia com todas as suas forças. Falando em Debra, foi bom vê-la novamente no dilema de querer fazer o certo, o que gosta, mas ter a certeza de que sempre daria de cara com alguma sujeira do irmão, demonstra que ela não se tornou tão insensível assim. A jogada dela com o Quinn de tirar o foco do Zach foi um tiro de pura intuição, e acertou em cheio. Deu saudade de vê-la na polícia com toda aquela empolgação e sua boca desenfreada.
Quando Dr. Vogel descobre que é realmente o Danizinho claro que ela quer o filho de volta, aí Dexter resolve mentir dizendo que vai ajudar ela a interna-lo e tals. Por fim vemos o maior clichê de todo o episódio. Dexter dopa a Vogel, vai ao encontro do Olie, é enganado por ele que, por sua vez, volta para o colo da mamãe que engana Dexter. Uau.
Faltam apenas 3 episódios para o fim e a promo promete, como sempre. Nem vou mais expressar minhas opiniões sobre o futuro, vamos esperar porque li por aí que os roteiristas já advertiram que nem todo mundo vai gostar do final da série. Aliás, vou dizer sim, só vislumbro que, na pior das hipóteses, o fim seja Dexter, Hannah e Harrison na Argentina. Ninguém merece.
Até o próximo episódio pessoal!
28 de agosto de 2013 em Manicômio Séries
 

Dexter | Review – 8×08: Are We There Yet?

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As coisas não são tão óbvias assim, e pela primeira vez, nesta temporada, me vi dizendo: Como assim? Eu perdi alguma coisa? Preciso rever os episódios passados para achar o que deixei passar. Foi realmente surpreendente ver o retorno do neurocirurgião e a morte discretíssima de Zach. Bem que eu achei a resolução do caso do neurocirurgião rápido demais e sem qualquer brilho, sem graça. Agora sim, vemos que é um assassino psicopata muito inteligente e manipulador que sabe a hora certa de aparecer e sumir sem deixar vestígios. Um verdadeiro desafio para Dexter.
Algumas pessoas, inclusive eu, não acreditavam que a ‘catequização’ de Zach fosse dar certo. Até o episódio passado ele tinha se mostrado um adolescente chato, impulsivo, sem controle que matou a vizinha Cassie. Eu até imaginei ele sendo o executor de Dexter. Mas, como eu disse, as coisas não são tão óbvias assim, e no episódio desta semana o Zach se mostrou um bom aprendiz, que não saiu da linha, dando um certo Up que estava faltando a série, pena que não durou muito – o Zach, porque sua morte trouxe de volta a série o mistério da temporada, aquele que deve ser o maior desafio de Dexter. Os roteiristas tem que ser muito bons para achar desafio maior do que matar o próprio irmão – aka primeira temporada.
Na cena mais interessante do episódio vemos que, de alguma forma, Dexter encontrou a mentora de seu código, uma espécie de mãe espiritual; um aprendiz com as mesmas tendências que ele, um filho espiritual e a ex-namorada que o faz ‘sentir’ alguma coisa, e “Are We There Yet?” conseguiu colocar todos em uma mesa juntos para jantar como uma família ‘normal’ e, claro, sem máscaras, conversarem sobre o que eles têm em comum – casos de assassinatos por psicopatas. Não é cute?
Dexter se convenceu rápido demais de que não foi o Zach que realmente matou a Cassie (ele tinha provas, o sangue do guri estava nas unhas dela), mas enfim, depois de ver o empenho dele em caçar direitinho o outro adolescente assassino e provar que estava tentando fazer as coisas certinhas, do jeito de Dexter, resolvi dar uma chance ao garoto, até gostei dele, e tinha começado a imaginar como seria o fim da série com Dexter e Zach, aí ele aparece com o cérebro de fora no apartamento de Dexter. Mas que maldade hein…
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Melhor episódio da temporada até agora, mesmo com o ritmo lento, o melodraminha de Hannah e Dexter e o sentimento incompreensível (para mim) entre eles, como também a inanição do elenco de apoio. Deste eu já desisti faz um tempinho.
Obs
* Desconfio do namorado da Cassie. Ele pode muito bem ser um doido varrido que se aproximou da vizinha de Dexter e ter planejado tudo isso direitinho.
* A cena quentíssima entre Michael C. Hall e Yvonne Strahovski deixou as fãs boquiabertas com a boa forma do C. Hall. A Yvonne não mostrou nadinha para a decepção dos caras.
* O que o Quinn vai fazer quando não achar sua obsessão (Zach) em lugar nenhum? Vai sobrar pra quem?
* Deb querendo voltar para a polícia? Quem diria. Não tem mais peso algum na consciência. Bom ou ruim?
21 de agosto de 2013 em Manicômio Séries


Dexter | Review – 8×07: Dress Code

Dexter - 8x07O retorno de Hannah (Yvonne Strahovski) é o assunto do episódio da semana. Após sermos deixados com Deb desacordada, Dexter grogue tendo como visão a Hannah, nos deparamos com o porquê dela estar em Miami. Hannah está de volta com uma nova identidade e casada com um figurão dos cassinos multimilionário, controlador, ciumento e psicótico, porque, enfim, ser normal nesta série é entediante. Por assim ocorrer, ela não aguenta mais as excentricidades do marido e resolver pedir a Dexter que se livre dele. Essa situação reacende o que Dexter sentia por ela (pois é, não consigo entender de jeito nenhum esse plot, mas…) e ele se morde de ciúmes em boa parte do episódio, tornando estas as cenas mais legais. Nada me tira da cabeça que tudo o que acontece neste triângulo foi minimamente calculado por Hannah, que, apesar de não ser psicopata, mata ou arquiteta crimes sem nenhum remorso.
Dexter - 8x07
Com esse ciúme todo, o mundo de Dexter que nunca foi simples, entra novamente em colapso já que ele tem um psicopata adolescente doido pra matar de novo sob sua responsabilidade. Zach é um guri chato, impaciente e, aparentemente muito mais sedento por sangue do que Dexter, uma mistura certamente perigosa e incontrolável. Dexter o usa, não explica nada e ainda o manda esperar, imagine aí a fúria desta criatura. O erro maior foi não ter se pensado no quanto Zach é descontrolado e mimado, o riquinho filhinho de papai que tem tudo o que quer na hora que quer. Foi o suficiente para fim da pobre Cassie (RIP).
Debra, enfim é direta com o chefe ao sentir-se sufocada e leva na cara. Achei ótimo o chefe a chamar de babaca ingrata, apesar de eu não gostar dele. Ela ficou sem ter o que dizer e passou o resto do episódio mansinha feito ovelha, ponto para ele. Mas o ciúme dela por Dexter me relembrou aquela paixonite que ela teve que não se encaixou na minha cabeça. Acho que foi a coisa mais sem nexo que os roteiristas jogaram dentro da série. Ciúme de irmão é bem diferente do ciúme que ela demonstrou. Está bom né? Vamos parar com isso porque só faltam cinco episódios para o fim da temporada e queremos ver o que a Season Finale de Dexter nos trará.
O elenco de apoio continua sem acrescentar grandes coisas. O Quinn e a Jamie vão morar juntos. O Quinn foi impedido de vigiar o Zach. Masuka descobre que a filha trabalha seminua (foi a primeira vez que achei esse plot engraçado) e mostra-se constrangido ao vê-la com os seios de fora. Quem diria, o Masuka constrangido! Batista… Estou começando a esquecer, quem é esse mesmo? Até a Dr. Vogel quase não deu as caras nesse episódio.
Mesmo com o retorno da Hannah, o episódio foi um pouquinho mais fraco mas extremamente necessário para desenvolver a reintrodução dela na vida de Dexter. Além disso, tudo o que envolve Yvonne Strahovski nesta série se provou ser bom desde a última temporada, como a cena do encontro na estufa, agora abandonada, que vimos muito na temporada passada. Como tem sido até agora no desenrolar da Season Finale, a grande questão permanece: Para onde vamos a partir daqui? Eu acho que é uma coisa boa, os roteiristas de Dexter têm mostrado um bom esforço em induzir os fãs a adivinharem todos os seus próximos passos.
O ciúme de Deb e Zach é um bom estopim que pode potencializar ainda mais o suspense para os últimos cinco episódios da série.
E vocês, o que acharam deste episódio? COMENTEM!
Até semana que vem pessoal.
Obrigada Caio Arroyo pela review da semana passada!
13 de agosto de 2013 em Manicômio Séries

Dexter | Review – 8×05:This Little Piggy

Dexter8x05Depois do incidente que finalizou o episódio da semana passada somos reportados a uma sessão de terapia de família. Dexter e Debra estão com Dr. Vogel para juntos entenderem o que aconteceu. São poucos minutos que dizem muito, desde o arrependimento e resignação de Deb até a demonstração de mágoa de Dexter, (o que é ótimo de se ver em cena, o Michael C. Hall dá um show de interpretação, como sempre) temos momentos bem reveladores já que ele consegue provar a Dr. Vogel que se importa de verdade com a irmã e que tudo o que ela faça o afeta diretamente.
No desenvolvimento geral do restante do elenco, tivemos a investigação do assassinato de Norma Rivera que ficou em aberto na semana passada. É esclarecido que ela e o patrão, Sr. Hamilton (John D’aquino) tiveram um caso e ele agora está na mira da polícia de Miami. Sem rodeios, vemos logo de cara que o filho Zach Hamilton (Sam Underwood) é ‘especial’ e é o responsável pela trama tão previsível quanto podia ser, pelo menos neste episódio. Pelo jeito o desenvolvimento deste plot vai trazer o dilema da temporada, que além do Dexter e Dr. Vogel, também vai envolver o pobre do Quinn que se enterrou na dúvida de fazer o trabalho custe o que custar ou a promoção.
Enquanto Dr. Vogel é sequestrada, a polícia encontra as vítimas de Yates enterradas no quintal de sua casa. Elas estão com marcas de tortura, identificação e o sapato esquerdo. Organizado esse cara. Então Deb e Dex se reconciliam e se juntam para tentar salvá-la. Deb não está mais em pânico, parece centrada, compreensiva e decidida a ajudar seu irmão a achar Dr. Vogel e dar cabo do serial killer. Estranho a princípio, mas a gente vai se acostumando com a situação até ficarmos quase convencidos de que tudo está bem entre eles. Eu disse quase.
Vale ressaltar que detestei a cena de confronto entre Yates e Vogel. A cena construída e não o teor. Explico: Os closes frontais dela me deixaram curiosa quanto às expressões do Yates. Será que o ator escolhido é tão ruim assim para não merecer um destaque? Sei que a atriz é famosa e tals, mas o cara lá, o grande neurocirurgião ficou nos devendo um close de sua insanidade e uma análise de seus supostos olhos frios e loucos. Tudo o que vemos é um finzinho de cena com mão no rosto e uns 3 segundos de rosto em tela, nada mais.
Noite de jantar com estilo entre Jamie, Quinn, Dex e Cassie, a vizinha sem sabão, mas Dex não dá a mínima. Plot sem graça esse viu. A babá consegue convencê-lo a ficar porque ele queria sair, mas Deb liga e Dex dispensa a visita com a conversinha de que foi chamado a trabalho e que eles poderiam remarcar. Tá.
Dexter - Review
Bizarra mesmo foi a cena dos dedos, “Qual porquinho não vai para o mercado?” e a tentativa interessante da Dr. Vogel de confrontar Yates como sua mãe fazia dando-lhe dois bofetões na cara. Tirou completamente a atitude dele. No fim das contas Dr. Vogel é encontrada e Dex mata Yates na frente de Deb. Esta me pareceu bem confortável com a cena e ainda sugere em limparem a bagunça e dar o fora dali, gostei.
A sim, Masuka e a filha. Não vou nem comentar.
Encerrando o episódio, Dexter leva sua irmã e a doutora em um passeio no Slice Of Lifepara se livrar do corpo do Yates, expondo assim algo que nunca foi compartilhado com ninguém. A pintura pitoresca de uma família desajustada, mas qual família não é?
Dexter - Review
Julgo que foi um episódio razoavelmente bom. Senti mais a presença do elenco de apoio, uma aparência dramática sem exageros no conflito Deb/Dex e momentos muito legais dos irmãos Morgans trabalhando juntos, ah, isso sim foi muito bom de ver, a química escorria pela tela, adorei.
31 de julho de 2013 em Manicômio Séries

Dexter | Review – 8×04: Scar Tissue

Dexter-8x04- Não posso aceitar, não sou como ele, não sou como você! Diz Deb em mais um episódio cheio de questionamentos pessoais.
Confesso minha decepção ao me sentir entediada com esse episódio. Não é que não há alguma coisa boa acontecendo, mas a repetição inútil faz com que o que é bom de verdade tenha pouco tempo para ser apresentado. Em plena última temporada, acho que três episódios já bastavam para explicações e ladainhas sobre a psicopatia perfeita de Dexter, sobre as questões psíquicas de Deb, sobre Dra. Vogel e seus motivos escusos de apoiar e manipular Dexter… blá blá bla…  A diferença é que agora  vemos tudo sendo repetido para Debra pela Dra. Vogel, tudo mesmo, inclusive os vídeos gravados com depoimentos de Harry, em uma tentativa de mostra-la que ela sempre escolheria Dexter, como seu pai fez em qualquer situação aparente.
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Nem o novo suspeito AJ Yates (Aaron McCusker) e sua cicatriz reveladora levantou a moral do episódio. Falando em Yates, o cara se mostra um doido varrido, recalcado, colecionador de sapatos femininos pertencentes as suas vítimas. Não empolgou saber que ele é o tal neurocirurgião, achei trágico depois de tanto suspense. Frustrante na realidade.
O episódio marca a participação especial da famosa quem? Aquela lá, uma tal de Bethany Joy Lens, a vizinha do 4-B, Cassie sem sabão líquido. Pode me sacrificar quem quiser, eu realmente não sei quem ela é.
Quinn ainda se metendo em confusão por causa de Deb, também já não vimos isso antes? Eu sempre suspeitei, mas agora tenho certeza que os escritores fizeram um trabalho terrível na construção deste personagem, coitado. Cada temporada que passa o cara se perde mais ainda e agora, o elenco de apoio não tem mais vez de jeito nenhum a não ser para preencher vazios e protagonizar cenas de novela mexicana. Digo isso porque o Vinci foi incluído neste universo paralelo confuso com a descoberta de uma filha. Hãn? Pois é!  Isso é lamentável, porque não é culpa dos atores.
Mas, enfim, é neste episódio que Dexter, ao revirar o computador do neurocirurgião, encontra arquivos hackeados, roubados da Dra. Vogel. Assim ele descobre ser o objeto de estudo dela. Alguém aí surpreso? Acho que não. Ela mantem arquivado em seu sistema, um tipo de diário, onde expõe todas as conversas que tiveram como também observações a cerca de específicas reações de Dexter. Em uma melhor colocação, todos os atos e questionamentos impostos a Dexter teriam objetivo predeterminado para colher informações. Estou começando a perder a curiosidade de ver onde tudo isso leva. Tudo o que sei é que é melhor que seja muito nefasto ou vai ser muito, muito decepcionante.
Dexter consegue encurralar o maníaco dos cérebros. Ele sabe que o pai de Yates está mal, internado numa clínica então acaba ligando pra Yates e dizendo que seu pai está tendo uma parada cardíaca. O mais interessante desta cena é ver o cara colocar a vida do próprio pai em risco para poder escapar. Yates não pensa duas vezes e tira o respirador do pai. Dexter fica meio que chocado com isso e percebe, então, que não é igual aos psicopatas convencionais que não conseguem criar laços reais com pessoas próximas, ele jamais faria mal a Deb. Será?
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Por fim temos o momento mais cute do episódio. Aparentemente Deb está conseguindo administrar seus sentimentos, ela está serena, tranquila e sóbria, reencontra seu irmão e precisa conversar com ele a sós. Mas antes disso acompanhamos Debra numa caçada pelos arquivos da Dra. Vogel em busca do último DVD gravado com um depoimento de seu pai Harry onde expõe sua guerra psicológica e a repulsa pelos atos de Dexter, revelando que não consegue viver com isso. Se ele não conseguiu, por que diabos ela conseguiria? Em uma cena cheia de drama e alguns furinhos de roteiro, vemos uma tentativa de homicídio-suicídio. Ela quer por fim nisso tudo. Tá bom, em pleno quarto episódio? Pois é, Debra tenta um teste final mas acaba falhando e salvando seu irmão do carro naufragado. Dra. Vogel, no fim das contas, sabe sim o que está falando, Debra sempre vai escolher o Dexter.
Agora chega de questionamentos e explicações não é? Estou esperando ansiosa por mais Dexter, aquela série viciante. E você?
24 de julho de 2013 em Manicômio Séries