quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Dexter | Review – 8×08: Are We There Yet?

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As coisas não são tão óbvias assim, e pela primeira vez, nesta temporada, me vi dizendo: Como assim? Eu perdi alguma coisa? Preciso rever os episódios passados para achar o que deixei passar. Foi realmente surpreendente ver o retorno do neurocirurgião e a morte discretíssima de Zach. Bem que eu achei a resolução do caso do neurocirurgião rápido demais e sem qualquer brilho, sem graça. Agora sim, vemos que é um assassino psicopata muito inteligente e manipulador que sabe a hora certa de aparecer e sumir sem deixar vestígios. Um verdadeiro desafio para Dexter.
Algumas pessoas, inclusive eu, não acreditavam que a ‘catequização’ de Zach fosse dar certo. Até o episódio passado ele tinha se mostrado um adolescente chato, impulsivo, sem controle que matou a vizinha Cassie. Eu até imaginei ele sendo o executor de Dexter. Mas, como eu disse, as coisas não são tão óbvias assim, e no episódio desta semana o Zach se mostrou um bom aprendiz, que não saiu da linha, dando um certo Up que estava faltando a série, pena que não durou muito – o Zach, porque sua morte trouxe de volta a série o mistério da temporada, aquele que deve ser o maior desafio de Dexter. Os roteiristas tem que ser muito bons para achar desafio maior do que matar o próprio irmão – aka primeira temporada.
Na cena mais interessante do episódio vemos que, de alguma forma, Dexter encontrou a mentora de seu código, uma espécie de mãe espiritual; um aprendiz com as mesmas tendências que ele, um filho espiritual e a ex-namorada que o faz ‘sentir’ alguma coisa, e “Are We There Yet?” conseguiu colocar todos em uma mesa juntos para jantar como uma família ‘normal’ e, claro, sem máscaras, conversarem sobre o que eles têm em comum – casos de assassinatos por psicopatas. Não é cute?
Dexter se convenceu rápido demais de que não foi o Zach que realmente matou a Cassie (ele tinha provas, o sangue do guri estava nas unhas dela), mas enfim, depois de ver o empenho dele em caçar direitinho o outro adolescente assassino e provar que estava tentando fazer as coisas certinhas, do jeito de Dexter, resolvi dar uma chance ao garoto, até gostei dele, e tinha começado a imaginar como seria o fim da série com Dexter e Zach, aí ele aparece com o cérebro de fora no apartamento de Dexter. Mas que maldade hein…
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Melhor episódio da temporada até agora, mesmo com o ritmo lento, o melodraminha de Hannah e Dexter e o sentimento incompreensível (para mim) entre eles, como também a inanição do elenco de apoio. Deste eu já desisti faz um tempinho.
Obs
* Desconfio do namorado da Cassie. Ele pode muito bem ser um doido varrido que se aproximou da vizinha de Dexter e ter planejado tudo isso direitinho.
* A cena quentíssima entre Michael C. Hall e Yvonne Strahovski deixou as fãs boquiabertas com a boa forma do C. Hall. A Yvonne não mostrou nadinha para a decepção dos caras.
* O que o Quinn vai fazer quando não achar sua obsessão (Zach) em lugar nenhum? Vai sobrar pra quem?
* Deb querendo voltar para a polícia? Quem diria. Não tem mais peso algum na consciência. Bom ou ruim?
21 de agosto de 2013 em Manicômio Séries


Dexter | Review – 8×07: Dress Code

Dexter - 8x07O retorno de Hannah (Yvonne Strahovski) é o assunto do episódio da semana. Após sermos deixados com Deb desacordada, Dexter grogue tendo como visão a Hannah, nos deparamos com o porquê dela estar em Miami. Hannah está de volta com uma nova identidade e casada com um figurão dos cassinos multimilionário, controlador, ciumento e psicótico, porque, enfim, ser normal nesta série é entediante. Por assim ocorrer, ela não aguenta mais as excentricidades do marido e resolver pedir a Dexter que se livre dele. Essa situação reacende o que Dexter sentia por ela (pois é, não consigo entender de jeito nenhum esse plot, mas…) e ele se morde de ciúmes em boa parte do episódio, tornando estas as cenas mais legais. Nada me tira da cabeça que tudo o que acontece neste triângulo foi minimamente calculado por Hannah, que, apesar de não ser psicopata, mata ou arquiteta crimes sem nenhum remorso.
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Com esse ciúme todo, o mundo de Dexter que nunca foi simples, entra novamente em colapso já que ele tem um psicopata adolescente doido pra matar de novo sob sua responsabilidade. Zach é um guri chato, impaciente e, aparentemente muito mais sedento por sangue do que Dexter, uma mistura certamente perigosa e incontrolável. Dexter o usa, não explica nada e ainda o manda esperar, imagine aí a fúria desta criatura. O erro maior foi não ter se pensado no quanto Zach é descontrolado e mimado, o riquinho filhinho de papai que tem tudo o que quer na hora que quer. Foi o suficiente para fim da pobre Cassie (RIP).
Debra, enfim é direta com o chefe ao sentir-se sufocada e leva na cara. Achei ótimo o chefe a chamar de babaca ingrata, apesar de eu não gostar dele. Ela ficou sem ter o que dizer e passou o resto do episódio mansinha feito ovelha, ponto para ele. Mas o ciúme dela por Dexter me relembrou aquela paixonite que ela teve que não se encaixou na minha cabeça. Acho que foi a coisa mais sem nexo que os roteiristas jogaram dentro da série. Ciúme de irmão é bem diferente do ciúme que ela demonstrou. Está bom né? Vamos parar com isso porque só faltam cinco episódios para o fim da temporada e queremos ver o que a Season Finale de Dexter nos trará.
O elenco de apoio continua sem acrescentar grandes coisas. O Quinn e a Jamie vão morar juntos. O Quinn foi impedido de vigiar o Zach. Masuka descobre que a filha trabalha seminua (foi a primeira vez que achei esse plot engraçado) e mostra-se constrangido ao vê-la com os seios de fora. Quem diria, o Masuka constrangido! Batista… Estou começando a esquecer, quem é esse mesmo? Até a Dr. Vogel quase não deu as caras nesse episódio.
Mesmo com o retorno da Hannah, o episódio foi um pouquinho mais fraco mas extremamente necessário para desenvolver a reintrodução dela na vida de Dexter. Além disso, tudo o que envolve Yvonne Strahovski nesta série se provou ser bom desde a última temporada, como a cena do encontro na estufa, agora abandonada, que vimos muito na temporada passada. Como tem sido até agora no desenrolar da Season Finale, a grande questão permanece: Para onde vamos a partir daqui? Eu acho que é uma coisa boa, os roteiristas de Dexter têm mostrado um bom esforço em induzir os fãs a adivinharem todos os seus próximos passos.
O ciúme de Deb e Zach é um bom estopim que pode potencializar ainda mais o suspense para os últimos cinco episódios da série.
E vocês, o que acharam deste episódio? COMENTEM!
Até semana que vem pessoal.
Obrigada Caio Arroyo pela review da semana passada!
13 de agosto de 2013 em Manicômio Séries

Dexter | Review – 8×05:This Little Piggy

Dexter8x05Depois do incidente que finalizou o episódio da semana passada somos reportados a uma sessão de terapia de família. Dexter e Debra estão com Dr. Vogel para juntos entenderem o que aconteceu. São poucos minutos que dizem muito, desde o arrependimento e resignação de Deb até a demonstração de mágoa de Dexter, (o que é ótimo de se ver em cena, o Michael C. Hall dá um show de interpretação, como sempre) temos momentos bem reveladores já que ele consegue provar a Dr. Vogel que se importa de verdade com a irmã e que tudo o que ela faça o afeta diretamente.
No desenvolvimento geral do restante do elenco, tivemos a investigação do assassinato de Norma Rivera que ficou em aberto na semana passada. É esclarecido que ela e o patrão, Sr. Hamilton (John D’aquino) tiveram um caso e ele agora está na mira da polícia de Miami. Sem rodeios, vemos logo de cara que o filho Zach Hamilton (Sam Underwood) é ‘especial’ e é o responsável pela trama tão previsível quanto podia ser, pelo menos neste episódio. Pelo jeito o desenvolvimento deste plot vai trazer o dilema da temporada, que além do Dexter e Dr. Vogel, também vai envolver o pobre do Quinn que se enterrou na dúvida de fazer o trabalho custe o que custar ou a promoção.
Enquanto Dr. Vogel é sequestrada, a polícia encontra as vítimas de Yates enterradas no quintal de sua casa. Elas estão com marcas de tortura, identificação e o sapato esquerdo. Organizado esse cara. Então Deb e Dex se reconciliam e se juntam para tentar salvá-la. Deb não está mais em pânico, parece centrada, compreensiva e decidida a ajudar seu irmão a achar Dr. Vogel e dar cabo do serial killer. Estranho a princípio, mas a gente vai se acostumando com a situação até ficarmos quase convencidos de que tudo está bem entre eles. Eu disse quase.
Vale ressaltar que detestei a cena de confronto entre Yates e Vogel. A cena construída e não o teor. Explico: Os closes frontais dela me deixaram curiosa quanto às expressões do Yates. Será que o ator escolhido é tão ruim assim para não merecer um destaque? Sei que a atriz é famosa e tals, mas o cara lá, o grande neurocirurgião ficou nos devendo um close de sua insanidade e uma análise de seus supostos olhos frios e loucos. Tudo o que vemos é um finzinho de cena com mão no rosto e uns 3 segundos de rosto em tela, nada mais.
Noite de jantar com estilo entre Jamie, Quinn, Dex e Cassie, a vizinha sem sabão, mas Dex não dá a mínima. Plot sem graça esse viu. A babá consegue convencê-lo a ficar porque ele queria sair, mas Deb liga e Dex dispensa a visita com a conversinha de que foi chamado a trabalho e que eles poderiam remarcar. Tá.
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Bizarra mesmo foi a cena dos dedos, “Qual porquinho não vai para o mercado?” e a tentativa interessante da Dr. Vogel de confrontar Yates como sua mãe fazia dando-lhe dois bofetões na cara. Tirou completamente a atitude dele. No fim das contas Dr. Vogel é encontrada e Dex mata Yates na frente de Deb. Esta me pareceu bem confortável com a cena e ainda sugere em limparem a bagunça e dar o fora dali, gostei.
A sim, Masuka e a filha. Não vou nem comentar.
Encerrando o episódio, Dexter leva sua irmã e a doutora em um passeio no Slice Of Lifepara se livrar do corpo do Yates, expondo assim algo que nunca foi compartilhado com ninguém. A pintura pitoresca de uma família desajustada, mas qual família não é?
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Julgo que foi um episódio razoavelmente bom. Senti mais a presença do elenco de apoio, uma aparência dramática sem exageros no conflito Deb/Dex e momentos muito legais dos irmãos Morgans trabalhando juntos, ah, isso sim foi muito bom de ver, a química escorria pela tela, adorei.
31 de julho de 2013 em Manicômio Séries

Dexter | Review – 8×04: Scar Tissue

Dexter-8x04- Não posso aceitar, não sou como ele, não sou como você! Diz Deb em mais um episódio cheio de questionamentos pessoais.
Confesso minha decepção ao me sentir entediada com esse episódio. Não é que não há alguma coisa boa acontecendo, mas a repetição inútil faz com que o que é bom de verdade tenha pouco tempo para ser apresentado. Em plena última temporada, acho que três episódios já bastavam para explicações e ladainhas sobre a psicopatia perfeita de Dexter, sobre as questões psíquicas de Deb, sobre Dra. Vogel e seus motivos escusos de apoiar e manipular Dexter… blá blá bla…  A diferença é que agora  vemos tudo sendo repetido para Debra pela Dra. Vogel, tudo mesmo, inclusive os vídeos gravados com depoimentos de Harry, em uma tentativa de mostra-la que ela sempre escolheria Dexter, como seu pai fez em qualquer situação aparente.
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Nem o novo suspeito AJ Yates (Aaron McCusker) e sua cicatriz reveladora levantou a moral do episódio. Falando em Yates, o cara se mostra um doido varrido, recalcado, colecionador de sapatos femininos pertencentes as suas vítimas. Não empolgou saber que ele é o tal neurocirurgião, achei trágico depois de tanto suspense. Frustrante na realidade.
O episódio marca a participação especial da famosa quem? Aquela lá, uma tal de Bethany Joy Lens, a vizinha do 4-B, Cassie sem sabão líquido. Pode me sacrificar quem quiser, eu realmente não sei quem ela é.
Quinn ainda se metendo em confusão por causa de Deb, também já não vimos isso antes? Eu sempre suspeitei, mas agora tenho certeza que os escritores fizeram um trabalho terrível na construção deste personagem, coitado. Cada temporada que passa o cara se perde mais ainda e agora, o elenco de apoio não tem mais vez de jeito nenhum a não ser para preencher vazios e protagonizar cenas de novela mexicana. Digo isso porque o Vinci foi incluído neste universo paralelo confuso com a descoberta de uma filha. Hãn? Pois é!  Isso é lamentável, porque não é culpa dos atores.
Mas, enfim, é neste episódio que Dexter, ao revirar o computador do neurocirurgião, encontra arquivos hackeados, roubados da Dra. Vogel. Assim ele descobre ser o objeto de estudo dela. Alguém aí surpreso? Acho que não. Ela mantem arquivado em seu sistema, um tipo de diário, onde expõe todas as conversas que tiveram como também observações a cerca de específicas reações de Dexter. Em uma melhor colocação, todos os atos e questionamentos impostos a Dexter teriam objetivo predeterminado para colher informações. Estou começando a perder a curiosidade de ver onde tudo isso leva. Tudo o que sei é que é melhor que seja muito nefasto ou vai ser muito, muito decepcionante.
Dexter consegue encurralar o maníaco dos cérebros. Ele sabe que o pai de Yates está mal, internado numa clínica então acaba ligando pra Yates e dizendo que seu pai está tendo uma parada cardíaca. O mais interessante desta cena é ver o cara colocar a vida do próprio pai em risco para poder escapar. Yates não pensa duas vezes e tira o respirador do pai. Dexter fica meio que chocado com isso e percebe, então, que não é igual aos psicopatas convencionais que não conseguem criar laços reais com pessoas próximas, ele jamais faria mal a Deb. Será?
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Por fim temos o momento mais cute do episódio. Aparentemente Deb está conseguindo administrar seus sentimentos, ela está serena, tranquila e sóbria, reencontra seu irmão e precisa conversar com ele a sós. Mas antes disso acompanhamos Debra numa caçada pelos arquivos da Dra. Vogel em busca do último DVD gravado com um depoimento de seu pai Harry onde expõe sua guerra psicológica e a repulsa pelos atos de Dexter, revelando que não consegue viver com isso. Se ele não conseguiu, por que diabos ela conseguiria? Em uma cena cheia de drama e alguns furinhos de roteiro, vemos uma tentativa de homicídio-suicídio. Ela quer por fim nisso tudo. Tá bom, em pleno quarto episódio? Pois é, Debra tenta um teste final mas acaba falhando e salvando seu irmão do carro naufragado. Dra. Vogel, no fim das contas, sabe sim o que está falando, Debra sempre vai escolher o Dexter.
Agora chega de questionamentos e explicações não é? Estou esperando ansiosa por mais Dexter, aquela série viciante. E você?
24 de julho de 2013 em Manicômio Séries

Dexter | Review – 8×03: “What’s Eating Dexter Morgan?”

Dexter-8x03“Você é exatamente o que tem que ser” são as palavras de Dr. Vogel, palavras que resumem, de certa forma, todo este episódio.
Os acontecimentos decorrentes começam com o Sussman, suspeito descartado de ser o serial killer procurado e que Dexter viu morto pendurado por um gancho em sua cabana de caça, sendo encontrado pela polícia. Mas a surpresa veio quando Dexter chega ao local e tudo indica suicídio por arma de fogo. Sussman teria colocado a arma na boca e puxado o gatilho. Dexter sabe que ele não morreu assim, Dr. Vogel e o assassino neurocirurgião também. Essa montagem de cena foi só para despistar a polícia de Miami, e assim o caso do serial killer neurocirurgião seja encerrado.
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Logo em seguida Dr. Vogel recebe duas caixinhas, presentes exóticos. Em uma tem um cartão escrito – Hers (para ela) e na outra – His (para ele). Dentro estão partes humanas em conserva, pedaços do cérebro responsáveis pela visão. O Hers e His são uma referência à parceria montada entre Dr. Vogel e Dexter na procura do serial killer neurocirurgião. Ele sabe que Dr. Vogel tem um parceiro em sua caçada e está fazendo contato.
Temos, mais uma vez, um diálogo filosófico e informativo entre Dexter e Dr. Vogel. Ela relembra que a primeira regra do código é “Não seja pego”. Se Deb descobriu tudo sobre ele, ela é um risco, então, por que ele não a matou? Ou melhor: Por que ele não desejou matá-la? Por amor. Como assim amor? Psicopatas não amam. Dexter não ama. Ele descobre, assim como nós, que ele apenas aprecia tudo o que ela faz por ele, admiração, cuidado, conselhos, favores e até diversão. O amor altruísta é impossível aos psicopatas. Dexter não digere essa informação de cara. Atrevo-me a dizer, mais uma vez, que Dr. Vogel manipula as informações para obter resultados predeterminados por ela. A cena me passou a ideia de que ela quer convencer Dexter que ele precisa retomar o rumo de psicopata metódico, frio e assassino, é assim que ele é perfeito e isso é lindo.
Dexter encontra um novo suspeito, Ron Galuzzo. Um cara que foi paciente de Dr. Vogel e conseguiu enganá-la por um tempo, mas acabou preso num instituição por causa do diagnóstico reconsiderado dela. Este logo é descartado após uma visitinha de Dexter a sua casa. Uma bagunça só, menos na cozinha. O cara é um Hannibal da vida, escolhe suas vítimas pra comê-las. Eu hein. Sua geladeira é bem organizada, com pedaços humanos em reservatórios. Uma coisa linda de se ver, só que não!
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A Jennifer Carpenter deu show neste episódio. Entre a decadência e a saudade da vida certinha na polícia ela interpreta com maestria a pessoa cheia de culpa que acabou de descobrir valiosas lições de vida. “As pessoas se acostumam a viver em negação. É apenas mais fácil”. As engrenagens do cérebro de Deb começam a funcionar de forma assustadora e ela entra bêbada, trôpega na delegacia e assim se dá o auge de Dexter 08×03 sem o Dexter. Ela vomita em Quinn a confissão do assassinato de LaGerta. O Quinn ouve atônito a confissão perturbadora que, pode até parecer stress pós-traumático ou síndrome do sobrevivente, como Dr. Vogel explicou, mas tenho minhas desconfianças que ele vai sim ficar com a pulguinha atrás da orelha. Lembrando também que o papel onde ela escreveu o que se lembrava da noite da morte de LaGuerta ficou na delegacia.
Dexter prova, mais uma vez, que seu amor é egoísta, quando a tira de lá sob o efeito daquela injeçãozinha mágica que ele aplica em suas vítimas. Rápido, preciso e profissional porque ele é exatamente o que tem que ser, o psicopata perfeito.
Ps – Não vou negar que foi de encher os olhos ver Dexter de avental, luvas, plástico por todos os lados e um ‘em plastificado’ na mesa. Deu saudades.
16 de julho de 2013 em Manicômio Séries


Dexter | Review – 8×02: Every Silver Lining

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Posso dizer que a revelação rápida do envolvimento de Dra. Vogel com a criação do código de Dexter foi uma sacada de mestre dos roteiristas. É muito legal ver quase todas as cartas na mesa logo de cara e não se arrastando durante a temporada.

Nos apresentam uma mulher extremamente inteligente que consegue envolver Dexter de forma fascinante ao expor como tem um papel importante em sua formação. Michael C. Hall é um ator extraordinário que interage com Charlotte Rampling em um jogo de ‘vamos ver onde isso vai dar’ delicioso. Estamos apenas no segundo episódio e já nos foi entregue um monte de informações valiosas de forma cursiva e intrigante, mesmo que várias delas sejam flashs de temporadas passadas, nada se perde tudo se encaixa.
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Arrisco-me a dizer que essa vibe mãe e filho entre ele e Dra. Vogel vai conduzir Dexter a repensar sua condição de psicopata e ele fará descobertas perturbadoras. Acredito que quem viu o episódio fica se perguntando se a avaliação de psicopatia está mesmo correta, ou se ele tivesse recebido outro tipo de atenção e, sei lá, tratamento, ele seria o mesmo. Porque, como é de conhecimento de todos, os psicopatas não são capazes de mostrar empatia ou se importar com os outros, como se explica então as ações de Dexter? Autopreservação? Acho que não, mas ainda não sei o que dizer. Lembro que fiquei extremamente decepcionada com a entrada de uma ‘paixão’ na vida de Dexter. Mesmo ela tendo os mesmos desejos e estilo de vida, não consegui digerir o plot, mas agora começo a ligar os pontinhos e perceber que tem um algo mais bem interessante aí pela frente.
O resto do elenco não acrescentou significância ainda. Jamie e Batista protagonizaram o momento mais ridículo do episódio quando nos atiraram na cara uma cena de novela mexicana! E o outro lá (Quinn) que não quer crescer na vida profissional, não se desvencilha da ex (Deb) e causa ciúme em Jamie, ciúme mexicano (apesar dos irmãos serem cubanos). Eu quase ri. Mas eu ri mesmo foi da invasão de Dexter a casa do Sussman (suspeito de ser o serial killer) onde ele encontrou um lugar digno de um psicopata organizado e metódico e ainda o comparou com sua própria casa olhando de soslaio o ar-condicionado e dizendo – namm. Isso sim foi sutil e hilário.
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plot de Deb começou a ficar interessante depois que temos a prova definitiva de que a Debra Morgan – policial modelo não existe mais. Ela deixou de ser apenas cúmplice e agora é uma assassina. Outra jogada de mestre dos roteiristas foi acabar com essa historinha que, como eu disse na review passada, era mixuruca demais. Briggs morreu, El Sapo (ou apelidinho ridículo) morreu também, e ponto. Agora Dexter encobre Deb que pira, enche a cara e …. bem… essas são cenas do próximo capítulo.
10 de julho de 2013 em Manicômio Séries

Dexter | Review – 8×01: A Beautiful Day (Season Premiere)



Após seis meses da morte de Maria LaGuerta (Lauren Velez), ao som de What A Wanderful World (Louis Armstrong), encontramos Dexter desfrutando da paz que a muito tempo procurava relembrando que todos os seus problemas se foram junto com ela. Quase todos. Ele não vê Deb, sua irmã, e nem fala com ela a 2 meses. Debra largou a Miami Metro Police e agora trabalha no setor privado, uma firma de detetive particular, sedenta por emoção, com um vício em adrenalina, pegando casos rasos de rastreamento e captura. Está doidinha de pedra e o reencontro não é dos mais amistosos. Dexter percebe que sua irmã mudou drasticamente ao se envolver de forma íntima com Andrew Briggs ( Rhys Coiro), o cara que deveria ser seu trabalho (achei meio mixuruca essa historinha, mas tá valendo).
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Enquanto isso, um corpo aparece com um único tiro no peito. A estranheza do assassinato vem com o fato de que Robert Bailey teve seu crânio cortado e um pedaço de seu cérebro, aquele responsável pelas emoções, removido por um boleador de melões. Só eu, ou mais alguém lembrou de cara do Sylar (Zachary Quinto) na primeira temporada de Heroes? Pois bem, para ajudar neste caso o departamento recebe uma nova personalidade, ela é a Dr. Evelyn Vogel (Charlotte Rampling) neuropsiquiatra, especialista em perfis de psicopatas. Claramente se cria um clima tenso onde Dexter e Dr. Vogel tornam-se objetos de estudo um do outro.
Descobrimos que a Dr. Vogel sabe de alguma coisa sobre Dexter Morgan ao trazer logo de imediato, numa conversa privada, o modus operantis do BHB (Bay Harbor Butcher) reafirmando os traços de psicopatia deixados e questionando os sentimentos de Doakes (Erik King). Se ele possuía sentimentos logo não seria um psicopata.
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O ponto alto deste episódio se dá quando Dexter descobre que Debra corre perigo e tenta avisá-la. Após uma discussão, Dexter acaba esfaqueado e matando Briggs e Debra manda-o desaparecer dizendo que não é ela que está perdida e sim ele. Interessante notar resquícios de sentimentos nas atitudes e expressões de Dexter, o que não eram sabiamente retratados anteriormente, a meu ver, o ponto negativo de toda essa jornada de 7 temporadas.
E para encerrar o episódio temos uma insinuação bombástica.
Dexter está ‘em conflito’. Sua conversa taxativa com Deb mexeu com seus pensamentos e abalou suas estruturas tirando-lhe a confiança. Então, em dado momento, ele está no banco LaGuerta, um memorial feito pelo departamento para homenageá-la, quando Dr. Vogel se aproxima e entrega um envelope para Dexter. Neste envelope estão alguns desenhos que ele fez quando era criança, provavelmente enquanto Harry Morgan (James Remar) ainda estava tentando descobrir como criar seu filho. Desenhos que demonstravam a verdadeira natureza de Dexter. Aparentemente Dr. Vogel juntou-se a Harry e o ajudou a desenvolver o código seguido por Dexter.
Dexter - Review
Foi um bom episódio. Ele conseguiu prender a atenção do início ao fim e jogou as cartas na mesa, sem enrolação. É Dexter em contagem regressiva. Do conflito de Debra, a apresentação de Dr. Vogel, e até a inclusão do novo serial killer misterioso cortador de cérebros, esse episódio cheio de gás satisfez essa fã de Dexter que espera ansiosa pelo próximo capítulo.
O que você achou? Dê também sua opinião!
3 de julho de 2013 em Manicômio Séries

(Os vários textos publicados hj e amanhã fazem parte do site Manicômio Séries que será extinto, por isso estou salvando-os aqui no blog :D )

segunda-feira, 3 de março de 2014

Vencedores do Oscar 2014



Gravidade foi o grande vencedor da noite e o OSCAR de melhor filme foi para 12 Anos de Escravidão. Alguma novidade? Nenhuma já que o OSCAR é a premiação mais tendenciosa do cinema mundial. Mas não posso reclamar das 4 premiações que eu mais esperava, foi exatamente o que eu queria (quase), salvo o preferência pelo Leonardo DiCaprio que dividia o pódio da minha humilde opinião como melhor ator com o Mathew, e deu Mathew, é claro, fiquei feliz. Parece que a Academia só vai superar o preconceito com o DiCaprio quando ele for velhinho, chato viu, mas isso não anula a certeza que todos temos de que ele é um ator perfeito.
Vamos à lista de ganhadores. 

Melhor filme
12 Anos de Escravidão
Capitão Phillips
Gravidade
Philomena
Trapaça
Ela
Nebraska

O Lobo de Wall Street
Clube de Compras Dallas



Ator
Chiwetel Ejiofor, 12 Anos de Escravidão
Matthew McConaughey,
 Clube de Compras Dallas
Christian Bale, 
Trapaça
Bruce Dern, 
Nebraska
Leonardo DiCaprio, O Lobo de Wall Street

Atriz
Cate Blanchett, Blue Jasmine
Sandra Bullock, Gravidade
Judi Dench,
 Philomena
Amy Adams,
 Trapaça
Meryl Streep,
 Álbum de Família

Ator coadjuvante
Barkhad Abdi, Capitão Phillips
Bradley Cooper,
 Trapaça
Michael Fassbender, 
12 Years a Slave
Jared Leto, Clube de Compras Dallas
Jonah Hill,
 O Lobo de Wall Street

Atriz coadjuvante
Sally Hawkins, Blue Jasmine
Jennifer Lawrence,
 Trapaça
Lupita Nyong'o, 12 Anos de Escravidão
Julia Roberts,
 Álbum de Família
June Squibb,
 Nebraska



Diretor
Alfonso CuaronGravidade
Steve McQueen, 
12 Anos de Escravidão
Alexander Payne, 
Nebraska
David O. Russell, 
Trapaça
Martin Scorsese, O Lobo de Wall Street

Roteiro original
Ela
Nebraska
Trapaça
Blue Jasmine

Clube de Compras Dallas

Roteiro adaptado
Capitão Philips
Philomena
12 Anos de Escravidão

O Lobo de Wall Street
Antes da Meia-Noite

Animação
Os Croods
Meu Malvado Favorito 2

Frozen - Uma Aventura Congelante
Ernest & Celestine
Vidas ao Vento

Animação curta-metragem
Feral
É Hora de Viajar
Mr. Hublot
Possessions
Room on the Broom

Filme estrangeiro
Alabama Monroe (Bélgica)
The Missing Picture (Camboja)
A Caça (Dinamarca)
A Grande Beleza (Itália)
Omar (Palestina)

Canção original
Alone Yet Not Alone, Alone Yet Not Alone
Let it Go, Frozen - Uma Aventura Congelante
Ordinary Love, Mandela: Long Walk to Freedom
Happy, Meu Malvado Favorito 2
The Moon Song, Ela

Documentário
O Ato de Matar
Cutie and the Boxer
Guerras Sujas
The square
A Um Passo do Estrelato

Documentário curta-metragem
CaveDigger
Facing Fear
Karama Has No Walls
The Lady in Number 6: Music Saved My Life
Prison Terminal: The Last Days of Private Jack Hall

Curta-metragem
Aquel No Era Yo
Avant Que De Tout Perdre
Helium
Pitääkö Mun Kaikki Hoitaa?
The Voorman Problem

Figurino
Trapaça
O Grande Mestre
O Grande Gatsby
The Invisible Woman
12 Anos de Escravidão

Fotografia
O Grande Mestre
Gravidade
Inside Llewyn Davis
Nebraska
Os Suspeitos

Montagem
Trapaça
Capitão Phillips
Clube de Compras Dallas

Gravidade
12 Anos de Escravidão

Maquiagem
Clube de Compras Dallas
Jackass Apresenta: Vovô Sem Vergonha

O Cavaleiro Solitário

Trilha sonora original
A Menina que Roubava Livros
Gravidade
Ela
Philomena
Walt nos Bastidores de Mary Poppins

Direção de arte
Trapaça
Gravidade
12 Anos de Escravidão
O Grande GatsbyEla

Edição de som
All Is Lost
Capitão Phillips
Gravidade

O Hobbit: A Desolação de Smaug
O Grande Herói

Mixagem de som
Capitão Phillips
Gravidade
O Hobbit: A Desolação de Smaug
Inside Llewyn Davis
O Grande Herói

Efeitos visuais
Gravidade
O Hobbit: A Desolação de Smaug
Homem de Ferro 3
O Cavaleiro Solitário
Além da Escuridão: Star Trek

Com o Selfie mais tuitado da história, a cerimônia coroou Gravidade e 12 Anos de Escravidão. Foi uma noite sem grandes surpresas mas de muita gente bonita e gênios do cinema mundial. 



Que venha o OSCAR 2015 com mais obras grandiosas, menos preconceito da Academia e mais esperança pra nós e pro DiCaprio de que a justiça seja feita e ele leve seu homenzinho dourado pra casa porque merecimento ele conquistou a muito tempo.